Revista Exame

EuroChem quer dobrar vendas de fertilizantes até 2024

De olho no agronegócio brasileiro, a EuroChem conclui a compra da Fertilizantes Tocantins e quer dobrar as vendas no país em quatro anos

“O consumo de fertilizantes no Brasil cresce mais do que a média mundial”, diz presidente da empresa (Leandro Fonseca/Exame)

“O consumo de fertilizantes no Brasil cresce mais do que a média mundial”, diz presidente da empresa (Leandro Fonseca/Exame)

Em 2016, a EuroChem, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo, adquiriu o controle da Fertilizantes Tocantins, que tem nove fábricas nas regiões agrícolas que mais crescem no Brasil. O negócio foi concluído em agosto deste ano, quando a EuroChem, uma empresa de capital russo com sede na Suíça, comprou a participação remanescente do ex-sócio José Eduardo Motta.

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A EuroChem é uma das poucas no mundo que produzem os três nutrientes básicos — nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos como NPK — utilizados na fabricação dos fertilizantes. O mercado brasileiro é considerado estratégico por reunir condições únicas: é altamente dependente das importações de fertilizantes e tem uma das agriculturas mais desenvolvidas do mundo.

“O consumo de fertilizantes no Brasil cresce mais do que a média mundial”, diz o belga Lieven Cooreman, presidente da empresa. Em 2019, a Fertilizantes Tocantins faturou 1 bilhão de dólares, um crescimento de quase 50% em relação ao ano anterior. A empresa, agora rebatizada de ­EuroChem Fertilizantes Tocantins, tem aumentado suas vendas em dois dígitos há sete anos seguidos. “O objetivo é dobrar o volume em quatro anos, atingindo 8 milhões de toneladas em 2024”, diz Cooreman.

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