Pop

O que os e-mails de Jeffrey Epstein diziam sobre Bill Gates

E-mails escritos por Jeffrey Epstein em 2013 descrevem acusações explícitas envolvendo Bill Gates, todas negadas pelo empresário e sem provas nos documentos divulgados

Bill Gates: bilionário foi citado na lista de Epstein (NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)

Bill Gates: bilionário foi citado na lista de Epstein (NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 12h59.

A divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais e encontrado morto em uma prisão federal em 2019, alcançou o mundo da tecnologia nos últimos dias. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos rascunhos de e-mails escritos por Epstein em julho de 2013 que citam diretamente Bill Gates, bilionário cofundador da Microsoft.

Em rascunhos de e-mails, Epstein afirmou que Gates havia pedido ajuda para administrar antibióticos em sua ex-esposa, Melinda French Gates, sem que ela soubesse. Isso teria acontecido depois de o bilionário ter se relacionado com prostitutas russas e ter contraído doenças sexuais transmissíveis, segundo os documentos. O mesmo documento afirma que Epstein teria facilitado encontros entre Gates e outras mulheres.

Além das acusações, os rascunhos contêm críticas diretas de Epstein a Gates. Em um dos textos, o financista escreveu que o fundador da Microsoft teria “descartado” uma amizade que, segundo ele, durou cerca de seis anos.

Epstein atribuiu o afastamento à tentativa de Gates de preservar sua reputação pública. Os registros foram escritos após uma tentativa frustrada de Epstein de intermediar uma parceria entre a fundação filantrópica ligada a Gates e o banco JP Morgan Chase, iniciativa que não avançou.

Conflitos institucionais citados nos arquivos

Parte dos documentos também aborda conflitos profissionais. Um dos rascunhos, com diversos erros de digitação, foi estruturado como uma carta de desligamento atribuída a um médico identificado como Boris, associado à Fundação Gates.

Nesse texto, Epstein escreveu que decidiu se afastar de atividades relacionadas à Fundação Gates e ao BG3, instituto criado por Gates. As anotações mencionam ainda que Epstein teria sido envolvido em conflitos conjugais entre Bill e Melinda French Gates e solicitado a participar de ações descritas como "inadequadas, eticamente questionáveis e potencialmente ilegais".

Por meio de um porta-voz, Gates negou "integralmente o conteúdo das anotações". Em declarações à imprensa, o porta-voz afirmou que as acusações são falsas e refletem a frustração de Epstein após o fim do contato entre os dois.

Contexto da relação entre Gates e Epstein

Gates já reconheceu publicamente que manteve contato com Epstein após sua condenação por crimes sexuais. Em entrevista concedida à CNN, em 2021, afirmou que a relação foi um erro e que os encontros se limitaram a alguns jantares, com o objetivo de discutir possíveis doações para a fundação.

O relacionamento entre Gates e Epstein teve início por volta de 2011 e foi citado por Melinda como um dos fatores que contribuíram para o divórcio do casal.

Até o momento, os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça não resultaram em acusações criminais contra Gates ou outros citados.

Quem é Jeffrey Epstein?

Durante a década de 2000, pouco se sabia sobre Epstein além do fato de que o magnata tinha uma enorme riqueza, distribuída em imóveis em Palm Beach, na Flórida, Nova Iorque e Paris; uma fazenda no Novo México; uma ilha particular no Caribe; um helicóptero e dois aviões, sendo um deles um Boeing 727. Até hoje, ninguém sabe dizer ao certo de onde veio todo o dinheiro do financista.

Em 2005, a denúncia de uma mulher em Palm Beach traria mais informações sobre a vida do magnata. Epstein foi acusado de pagar 300 dólares a uma garota de 14 anos para massageá-lo. A menina havia sido convidada por outra mais velha e, no decorrer das investigações, outras 35 vítimas foram identificadas.

O que acontecia era uma forma de esquema de pirâmide: a menina era convidada por outra para ir na casa de Epstein, acreditando que estaria acompanhada em todos os momentos e, portanto, segura. Ao chegar lá, a vítima era abandonada pela colega, que recebia um dinheiro extra por trazer novas garotas, e abusada por Epstein. Como as adolescentes recebiam uma quantia a mais por convidar outras, o crime se multiplicava.

Epstein não agia sozinho: o criminoso teve uma associação de décadas com a socialite britânica Ghislaine Maxwell, que, ao que tudo indica, ajudava o criminoso a encontrar as garotas. Algumas vítimas chegaram a reportar que Maxwell participou de alguns abusos. Ela foi presa pelo FBI em julho de 2020 após tais alegações de aquisição e tráfico sexual de menores de idade.

O que é a 'lista Epstein'?

Em 2019, o presidente Donald Trump chegou a prometer que, caso ganhasse a eleição de 2020, divulgaria publicamente a 'lista de Epstein'. No ano, Joe Biden, dos Democratas, superou Trump e assumiu a cadeira da presidência para seu primeiro mandato.

Até então, a lista era apenas um boato sobre possíveis nomes que estariam envolvidos nos escândalos criminosos do magnata. Os documentos contêm nomes de várias pessoas ligadas socialmente a Epstein, incluindo figuras públicas, celebridades e empresários, alguns dos quais são citados em processos judiciais e investigações.

Já durante a campanha presidencial de 2024, o Trump voltou a comentar sobre os rumores da lista secreta, afirmando novamente que publicaria todos os documentos e provas caso fosse eleito.

Acompanhe tudo sobre:Bill Gates

Mais de Pop

BTS na Netflix: streaming anuncia show ao vivo e documentário do grupo de K-Pop

Paredão BBB 26: enquete mostra alta em votos para Ana Paula sair

BBB 26: enquete de Paredão aponta queda na rejeição — mas saída de brother é unânime

Quem é Juliano Floss no BBB 26: conflitos, estratégia e exposição emocional