'Klara e o Sol': Jenna Ortega interpreta a Amiga Artificial que, no livro, narra a própria história e tenta entender a família que a leva para casa (Reprodução / Sony Pictures)
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Publicado em 4 de novembro de 2026 às 15h03.
Da vitrine de uma loja, Klara observa os gestos de quem passa na rua e espera que alguém a leve para casa. Ela é uma "Amiga Artificial", uma robô criada para fazer companhia a crianças. Quando uma adolescente chamada Josie a escolhe, Klara encontra um lar e passa a procurar uma forma de ajudar a garota.
Essa é a premissa de "Klara e o Sol", romance de Kazuo Ishiguro publicado em 2021. A adaptação da obra, estrelada por Jenna Ortega e dirigida por Taika Waititi, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 5.
Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki, no Japão, e se mudou para o Reino Unido aos cinco anos. Vencedor do Nobel de Literatura em 2017, ele também escreveu "Não Me Abandone Jamais", romance que recorre à ficção científica para examinar como seus personagens lidam com o destino que outros escolheram para eles.
No Brasil, "Klara e o Sol" foi publicado pela Companhia das Letras, com tradução de Ana Guadalupe. A edição tem 336 páginas.
Klara (Jenna Ortega) é uma robô movida a energia solar, criada para fazer companhia a crianças. Depois de passar os dias observando as pessoas pela vitrine de uma loja, ela é escolhida por Josie (Mia Tharia), uma adolescente que sofre de uma doença.
Na casa de Josie, Klara conhece a mãe da garota (Amy Adams) e percebe que as duas ainda lidam com uma perda. Conforme a saúde da adolescente piora, a robô se apega a uma ideia: se a luz do Sol é capaz de lhe devolver a energia, talvez também possa ajudar sua amiga a se recuperar.
Taika Waititi, de "Jojo Rabbit", dirige o longa e assina o roteiro com Dahvi Waller. Ishiguro participa como produtor executivo. O elenco inclui ainda Aran Murphy, Steve Buscemi e Natasha Lyonne.