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Impressão corporativa: consumo de energia e geração de resíduos entram na conta das empresas (EPSON/Getty Images)
Exame Brand Solutions
Publicado em 4 de novembro de 2026 às 14h46.
A busca por operações mais eficientes e com menor impacto ambiental também passa pela forma como as empresas imprimem seus documentos. Em escritórios, hospitais, escolas e instituições financeiras, a escolha dos equipamentos influencia o consumo de recursos e os custos operacionais.
O impacto vai além da quantidade de páginas impressas. O consumo de energia, a geração de resíduos e a manutenção dos equipamentos também pesam na conta. Nesse cenário, a tecnologia utilizada faz diferença.
Um dos pontos de atenção é o toner, utilizado nas impressoras a laser. Ele contém um pó fino, composto principalmente por partículas de polímeros plásticos, que precisa ser aquecido para fixar a imagem no papel. Esse processo consome energia elétrica e envolve componentes sujeitos a desgaste.
A escala de utilização ajuda a dimensionar o problema. Segundo estimativas da Epson, uma das principais fabricantes mundiais de impressão e projeção, o setor de impressão a laser consumiu mais de 4,5 bilhões de quilos de toner desde 1991. Em um único ano, o volume utilizado globalmente equivaleria a cerca de 20 bilhões de sacolas plásticas ou 5 bilhões de garrafas.
Uma alternativa é a tecnologia jato de tinta, que aplica tinta líquida diretamente sobre o papel por meio de cabeças de impressão. Diferentemente das impressoras a laser, que utilizam calor e pressão para fixar o pó do toner no papel e formar a imagem, a impressão a frio dispensa essa etapa de aquecimento.
Essa diferença pode reduzir o consumo de energia, a quantidade de componentes sujeitos a desgaste e a necessidade de manutenção. Segundo uma avaliação comparativa da Keypoint Intelligence, realizada em 2023, a Epson WorkForce Enterprise AM-C5000 pode consumir até 86% menos energia elétrica e gerar até 53% menos resíduos em comparação com impressoras a laser coloridas concorrentes.
Em empresas com grande circulação de documentos, essas características ganham importância. Escolas imprimem provas e materiais administrativos; hospitais e laboratórios dependem de documentos para organizar atendimentos, identificar amostras e registrar informações.
Nesses ambientes, a escolha não se resume à qualidade da impressão. A disponibilidade dos equipamentos, o custo de manutenção e a eficiência energética também pesam na decisão.
Tecnologia reduz consumo e resíduos
É nesse mercado que a Epson busca ampliar a presença de sua linha empresarial WorkForce, baseada na tecnologia PrecisionCore de impressão a frio.
Desenvolvida e patenteada pela fabricante, a tecnologia utiliza cabeças de impressão que depositam gotas de tinta líquida sobre o papel. Como não utiliza toner, dispensa o processo de aquecimento necessário para fixá-lo.
A mecânica dos equipamentos também utiliza menos componentes sujeitos a desgaste, segundo a fabricante, o que pode reduzir a necessidade de intervenções técnicas. A Epson afirma que seu portfólio de impressão corporativa é totalmente livre de toner.
A economia em grandes empresas não se reduz apenas ao consumo elétrico. Substituição de peças, assistência técnica e interrupções no funcionamento também afetam os custos, sobretudo em organizações que dependem da impressão para manter suas atividades diárias.
Por isso, a avaliação de uma impressora empresarial precisa considerar o custo total de operação, e não apenas o preço de compra ou locação.
Esse cálculo é especialmente relevante nos contratos de terceirização conhecidos como Managed Print Services (MPS). Nesse modelo, fornecedores ficam responsáveis pela instalação, pelo gerenciamento e pela manutenção dos equipamentos utilizados pelas empresas.
Para os prestadores de serviço, máquinas que exigem menos intervenções podem aumentar a eficiência da operação. Para os clientes, isso pode significar maior disponibilidade e mais previsibilidade de custos.
O impacto ambiental também depende da durabilidade dos componentes, da frequência de reposição dos insumos e da destinação correta dos materiais descartados.
A escolha dos equipamentos de impressão também passou a integrar as discussões sobre as metas ambientais das empresas. Organizações que monitoram o consumo de eletricidade e a geração de resíduos precisam olhar para diferentes fontes de impacto, inclusive nas atividades administrativas.
Embora a impressão represente apenas uma parte do consumo total de uma organização, a substituição de equipamentos pode contribuir para melhorar indicadores operacionais, principalmente em estruturas com muitas unidades ou alto volume de documentos.
Nesse contexto, a Epson passou a destacar os impactos do uso de toner em sua comunicação no Brasil. A campanha Epson Resolve, com participação do apresentador Tiago Leifert, esclarece dúvidas sobre tecnologias de impressão e apresenta o portfólio corporativo da fabricante, 100% livre de toner. A iniciativa reforça a aposta da empresa na impressão a frio como alternativa aos equipamentos a laser, com foco em eficiência energética, redução de resíduos e produtividade.
Para os gestores, a decisão exige comparar equipamentos de acordo com as necessidades de cada operação. Volume mensal de páginas, qualidade exigida, consumo elétrico, disponibilidade de assistência técnica e geração de resíduos estão entre os critérios relevantes.
Também é preciso considerar o ciclo de vida dos equipamentos: reduzir resíduos durante o uso não elimina os impactos da fabricação, do transporte e do descarte das máquinas e de seus insumos.
O preço de aquisição continua importante, mas não determina sozinho a eficiência de uma impressora. Em operações que dependem desses equipamentos, consumir menos energia, reduzir desperdícios e evitar interrupções pode gerar ganhos financeiros e ambientais ao longo dos anos. A redução do uso de toner, por sua vez, ajuda a enfrentar outro desafio: a geração de resíduos plásticos. Repensar a impressão corporativa passa, portanto, não apenas por quanto se imprime, mas também por como se imprime e pelo impacto dessa escolha no meio ambiente.