Katy Perry: Esta não é a primeira vez que artistas protestam contra o uso de suas músicas pela Casa Branca durante o governo Trump (Chris Jackson/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 26 de julho de 2026 às 10h21.
A cantora Katy Perry criticou o governo de Donald Trump após a conta oficial da Casa Branca publicar nas redes sociais um vídeo de ataques militares ao som de "Firework", um dos maiores sucessos da artista.
Em publicação no Instagram, Perry afirmou que não autorizou o uso da música e disse que associar uma canção sobre "esperança, cura e força interior" a imagens de guerra contraria a mensagem que sempre buscou transmitir.
"Minha música existe para unir as pessoas, não para celebrar a guerra", escreveu a cantora. "Ver uma mensagem de autoestima e elevação sendo usada como trilha sonora para a destruição e a violência é uma violação completa de tudo o que a minha música representa", acrescentou.
Esta não é a primeira vez que artistas protestam contra o uso de suas músicas pela Casa Branca durante o governo Trump. Em março deste ano, Kesha condenou a utilização de "Blow' em um vídeo oficial que mostrava um caça disparando um míssil contra um navio, acompanhado da palavra "Letalidade".
Na ocasião, a cantora afirmou que o uso de sua obra para "promover a violência" era desumano e classificou como "nojenta" a tentativa de banalizar a guerra.
Outros artistas, como Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo, Celine Dion, Rolling Stones e Radiohead, também já criticaram o uso de suas músicas pela equipe de Trump sem autorização ou em contextos que, segundo eles, distorcem o significado das obras.
As críticas, porém, costumam ser tratadas com ironia pela Casa Branca. Steven Cheung, assistente de Trump, afirmou anteriormente que esse tipo de reação acaba ampliando o alcance das publicações. "As pessoas querem ver do que elas estão reclamando", escreveu no X.