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Casa Branca nega que ordem para investigar Powell partiu de Trump

Porta-voz afirma que eventual apuração cabe ao Departamento de Justiça

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 10h23.

Última atualização em 13 de janeiro de 2026 às 10h28.

A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira, 12, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deu qualquer ordem para que o Departamento de Justiça investigue o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, por supostas irregularidades nas obras de renovação da sede da instituição, em Washington.

Questionada sobre a possibilidade de Trump ter determinado a abertura de investigações contra Powell, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, respondeu de forma direta: “não”.

A declaração ocorre após Powell afirmar, na última sexta-feira, 9, que estaria sendo alvo de “intimidação” por parte do presidente e de integrantes do governo. A queixa foi feita depois de o Departamento de Justiça entregar uma intimação relacionada ao depoimento de Powell no Senado, em junho do ano passado, no qual tratou das reformas nos prédios do Fed.

Segundo o dirigente do banco central, a ameaça de uma acusação criminal estaria inserida no contexto de pressões do governo para que a instituição reduza de forma mais agressiva a taxa básica de juros nos Estados Unidos.

Leavitt afirmou que Trump tem o direito de criticar publicamente o presidente do Feds. “O presidente tem todo o direito de criticar o presidente do Federal Reserve. Ele tem direito à liberdade de expressão”, disse. Em seguida, acrescentou que Trump considera Powell “não competente” para o cargo.

“Quanto ao fato de Jerome Powell ser um criminoso ou não, essa é uma questão que cabe ao Departamento de Justiça”, concluiu a porta-voz.

O mandato de Powell à frente do Fed termina em maio, e a expectativa é que Trump anuncie ainda neste mês o nome de seu sucessor. As declarações do presidente sobre o processo de escolha têm provocado inquietação em relação à independência da autoridade monetária.

Em uma publicação recente, Trump afirmou que “qualquer um que discorde de mim nunca será presidente do Fed”. O presidente defende cortes mais profundos nos juros básicos, atualmente em uma faixa entre 3,5% e 3,75%, e afirma que a taxa deveria estar cerca de três pontos percentuais abaixo do nível atual.

Entre os principais cotados para substituir Powell estão o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, e o ex-governador do Federal Reserve Kevin Warsh.

*Com informações da EFE

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