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Beleza infantil vira negócio de milhões para marcas de cosméticos

Com faturamento de até US$ 100 milhões, startups americanas transformam o público infantil no novo alvo estratégico do setor de cosméticos

Infância: marcas apostam em maquiagens para crianças  (Sharlotta/Thinkstock)

Infância: marcas apostam em maquiagens para crianças (Sharlotta/Thinkstock)

Publicado em 15 de março de 2026 às 00h01.

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A maquiagem deixou de ser assunto exclusivo de adolescentes e adultas e passou a fazer parte da rotina de meninas de 6 anos. Nos Estados Unidos, marcas estão lançando gloss labial, blush, máscaras faciais e kits de skincare voltados à Geração Alpha, transformando o público infantil em nova aposta da indústria da beleza.

O movimento ganhou força nos últimos anos e já movimenta milhões de dólares. De acordo com o jornal The New York Times, empresas especializadas ampliaram linhas de produtos e aceleraram as vendas ao mirar em crianças de 3 a 7 anos, faixa etária que começa a influenciar decisões de consumo dentro de casa.

A Klee Naturals, sediada no Texas, comercializa gloss por US$ 15 e blush e sombras minerais pelo valor de US$ 10 e US$ 12, respectivamente. A marca, criada há mais de uma década, registrou crescimento expressivo em 2024 e atualmente movimenta cerca de US$ 4 milhões por ano.

A Evereden, que fabrica hidratantes de US$ 28 e sabonetes líquidos de US$ 30 voltados ao público infantil, alcançou US$ 100 milhões em vendas em 2024. A empresa afirma que seus produtos são direcionados a crianças a partir de 3 anos.

Geração Alpha movimenta bilhões e atrai indústria da beleza

O avanço do setor acompanha o poder de consumo da Geração Alpha — crianças nascidas após 2010. Segundo relatório da empresa de marketing DKC, cada integrante desse grupo tem, em média, US$ 3.484 por ano para gastar.

Marcas como Super Smalls, Rini e Sunshine & Glitter também ampliaram presença no varejo e nas redes sociais. A Super Smalls afirma ter vendido centenas de milhares de produtos, incluindo kits de maquiagem com baixa pigmentação e acessórios com brilho labial acoplado.

A Rini, cofundada pela atriz Shay Mitchell, lançou máscaras faciais infantis e prepara novos lápis de pintura para o rosto. A proposta da marca é oferecer produtos com foco em higiene suave e formulações consideradas adequadas à idade.

Já a Sunshine & Glitter comercializa protetores solares com glitter por US$ 24 e protetores labiais pelo valor de US$ 20. A empresa projeta atingir US$ 3 milhões em vendas neste ano.

O contraponto

O crescimento da maquiagem infantil ocorre em meio a discussões sobre exposição precoce ao universo da beleza. Parte dos pais enxerga os produtos como forma de expressão criativa e brincadeira. Outros questionam a introdução antecipada de rotinas estéticas.

Dermatologistas alertam para o uso frequente de cosméticos na infância, enquanto marcas defendem que suas linhas priorizam ingredientes suaves e comunicação adequada ao público infantil.

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