Proptech que reinventa papel do corretor, EmCasa recebe aporte de R$110 mi

A startup do ramo imobiliário levantou o valor em uma rodada que envolveu fundos como ONEVC, Maya Capital e Monashees

Como grande parte dos empreendedores à frente de ideias inovadoras de negócio, Gustavo Vaz fundou a EmCasa, startup do mercado imobiliário, a partir de uma dor pessoal. Quando criança, Vaz observava sua mãe, uma corretora de imóveis, no dia a dia da profissão e seus principais percalços. Anos depois, a proptech surge para solucionar parte desses entraves: acesso à tecnologia e estabilidade profissional. A missão da empresa atraiu investidores para uma rodada de investimento de 100 milhões de reais.

Fundada em 2018 por Gustavo Vaz e os empreendedores Lucas Cardozo e Gabriel Laet, a EmCasa quer oferecer a melhor experiência para quem compra ou vende imóveis no Brasil. Para isso, a empresa se propõe a unir tecnologia e corretores para garantir vendas mais intuitivas e suporte contínuo durante a busca por uma propriedade.

“O corretor sempre teve um papel muito importante em uma das decisões de compra mais importantes da vida de uma pessoa, mas ao mesmo tempo nunca teve acesso às ferramentas para apoiar esse processo”, diz Gustavo Vaz, fundador e CEO da empresa.

Vaz, que já assumiu durante quatro anos o posto de diretor de operações da Easy Taxi, conta que depois de perceber o quanto o uso de dados pode impactar o funcionamento de importantes indústrias, decidiu que o caminho para o sucesso da EmCasa estava no desenvolvimento de uma tecnologia proprietária. "Entendemos que existia uma oportunidade muito grande no que dizia respeito ao papel do corretor na assessoria ao cliente, e isso demandaria tecnologia”, diz.

A tecnologia da EmCasa

Na prática, os fundadores criaram vários algoritmos que determinam o melhor corretor para cada perfil de cliente, uma espécie de “match” do mercado imobiliário. A proptech também recomenda o grupo de imóveis mais adequado para venda com base na navegação de um comprador no próprio site, o que facilita a recomendação dos corretores aos clientes. “Criamos basicamente uma nova profissão, reinventando o papel do consultor e facilitando muito sua jornada”, conta.

Em outra frente, a tecnologia também desempenha um papel de gestão, com assistência contínua durante as atividades do corretor — que agora recebe o nome de especialista de vendas. “O sistema entende a particularidade de cada comprador e guia o especialista a dar as melhores respostas com base no que o cliente precisa naquele momento”, diz.

Para dar ainda mais coerência ao discurso da tecnologia como braço direito das vendas, a EmCasa também conta com digitalização de todas as etapas da compra de imóvel, do tour virtual 3D pela propriedade a assinatura do contrato.

Outro diferencial da empresa está na inclusão de todos os especialistas de vendas no próprio time da startup. Todos os vendedores são funcionários contratados e recebem salários fixos, o que desvincula a profissão da necessidade de ter ganhos atrelados às vendas, as famosas comissões. “Os profissionais se sentem bem menos pressionados, tornando o processo mais simples, mais seguro e descomplicado para os clientes”, diz o CEO.

Para dar tração a esse modelo de atuação, a startup acaba de receber um aporte de 110 milhões de reais em uma rodada que envolveu os fundos de venture capital Igah Ventures, Globo Ventures, Monashees, MAYA Capital, Pear Ventures, NBV, ONEVC e Flybridge, que já investiu no unicórnio MadeiraMadeira.

Antes dessa captação, a empresa já havia recebido 48 milhões de reais em investimentos. O valor foi utilizado para construir os sistemas e metodologias que a empresa utiliza atualmente. Parte do investimento também foi destinado ao crescimento do time e ao marketplace, que hoje conta com mais de 10.000 móveis cadastrados.

Com o novo aporte, a EmCasa mira uma expansão regional. Hoje em São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa quer chegar a novas cidades, aumentar a base de clientes e contratar novos especialistas de vendas. Hoje, o time conta com 80 vendedores.

Em segundo lugar, a empresa quer direcionar boa parte do capital para novas tecnologias. A intenção é aumentar o nível de precisão das recomendações e fazer crescer o número de critérios usados para recomendar os imóveis. “Sabemos que temos um modelo que funciona, mas entendemos que no mercado de tecnologia, tudo se torna obsoleto muito rápido. É preciso uma evolução constante”, afirma Vaz.

Esse salto tecnológico será possível com um reforço no time de tecnologia: a empresa vai triplicar a quantidade de desenvolvedores nos próximos três anos.

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