Conheça o fundo Maya Capital, de Lara Lemann, que captou novos US$ 15 mi

Fundado em 2018 por Lara Lemann e Mônica Saggioro, o Maya Capital já investiu em 25 startups na América Latina, como as empresas Gupy e NotCo

Investir em mais startups na América Latina. Esse é o objetivo do fundo brasileiro Maya Capital, que acaba de anunciar ter captado novos 15 milhões de dólares com family offices dos Estados Unidos, Europa e América Latina. Com o novo aporte, o fundo agora tem 41 milhões para investir em startups em estágio inicial.

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Discretamente, em novembro de 2018, a Maya Capital chegou ao mercado. Nos seus quase dois anos de operação, o fundo já investiu em 25 empresas na América Latina, 19 das quais no Brasil.

As mentes por trás dos investimentos são as sócias-fundadoras Lara Lemann e Mônica Saggioro. A dupla se conheceu através de amigos em comum em um momento em que ambas estavam fazendo uma transição de carreira.

Lara, que é filha do empresário Jorge Paulo Lemmann, da AB InBev, tinha voltado ao Brasil após anos estudando no exterior. Ela tinha como objetivo tentar catalisar mudanças positivas no setor público, por isso foi trabalhar no Ministério da Educação. Depois, percebeu que poderia ter um impacto mais rápido se estivesse na iniciativa privada. Assim, passou por um período como trainee na Ambev e saiu para se aproximar do setor de inovação como investidora-anjo.

Enquanto procurava bons investimentos, ela conheceu Mônica Saggioro, uma ex-executiva da Whirlpool e do Burger King na América Latina. Na época, Mônica estava fazendo MBA em Harvard, nos Estados Unidos, e estudando teses para empreender. As duas logo se aproximaram, especialmente pela paixão comum pelo tema do empreendedorismo feminino, e perceberam que poderiam unir suas experiências em um mesmo projeto.

Lacuna de investimento vira oportunidade

A Maya Capital nasceu, então, com o objetivo de reparar a falta de capital que existe no mercado latino-americano para novas startups. "Comparando a quantidade de fundos e startups na América Latina e nos Estados Unidos, ficamos chocadas. São 12 empresas para cada fundo lá, enquanto aqui na região são 80 startups para cada Venture Capital", diz Mônica.

O fundo quer ser o primeiro investidor das startups por aqui. Em seu portfólio, estão empresas como Gupy (de software para RH), Trybe (escola de programação), NotCo (de comidas a base de planta) e Truora (de soluções antifraude).

Em maio, em meio a pandemia, as sócias perceberam que havia muitas oportunidades no mercado e decidiram captar mais dinheiro para ampliar as opções de investimento. Só nos últimos meses, elas investiram em empresas como a Oico, que vende material de construção online, e a UnBox, que digitaliza pequenos negócios.

"A nossa tese é fazer o primeiro cheque da startup, de 2 a 3 milhões de reais. Procuramos soluções escaláveis em mercados gigantescos, mas não focamos em determinado setor", afirma Lara.

Segundo as investidoras, seu principal critério para escolher um investimento é o time fundador do negócio. Elas passam muitas horas conversando com os empreendedores, ligam para pessoas que os conheçam e buscam referências.

"Como é um investimento inicial, somos mais flexíveis em relação ao produto, sabemos que os negócios vão evoluir muito. Mas é importante ser um negócio que queira resolver uma dor real de algum mercado grande", diz Mônica.

Parceiros de peso 

Apesar do novo aporte no fundo, as gestoras da Maya Capital dizem que não querem ter um portfólio muito grande de startups investidas. "Gostamos de ajudar no planejamento estratégico de cada negócio e fazer pontes com especialistas de mercado", diz Lara.

Hoje, André Street, da Stone, Victor Lazarte, da Wildlife, e Rafaela Villela, da Gera Bentures, são alguns dos mentores que ajudam as investidas pelo fundo.

Em relação à diversidade, o tema que uniu as duas investidoras, a Maya Capital deu origem a um projeto de mentorias, o Female Force. Qualquer empreendedora pode acessar a plataforma do programa e requisitar uma sessão para pedir ajuda a uma mentora sobre determinado tema. Entre as voluntárias na rede, estão especialistas como Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Camila Achutti (Mastertech) e Fernanda Caloi (Google).

"A gente vinha numa toada de melhora, que a pandemia piorou. Não podemos aceitar, precisamos dar visibilidade para as mulheres e para a população negra", diz Mônica.

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