Black Friday: consumidores buscam menos celulares e mais livros na data

Mapa de intenções de compra mostra que pandemia despertou maior interesse em livros e produtos de uso doméstico

Os livros são o produto mais citado pelos brasileiros nas intenções de compra para a Black Friday 2020, segundo pesquisa desenvolvida pela Orbit Artificial Intelligence, empresa de tecnologia e ciência de dados, que mapeou em tempo real comentários nas redes sociais a partir de um algoritmo de medição.

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A pesquisa analisou mais de 12 mil comentários públicos no Twitter, Facebook e Instagram entre os meses de agosto e novembro e classificou os produtos com maior número de menções no período. Os dados mostram que, quando comparada ao último ano, a categoria com o maior crescimento é a de livraria. Até o dia 23 de novembro, os livros superavam até mesmo celulares, com 6.110 intenções de compra, contra 3.973 comentários sobre smartphones.

No entanto, os eletrônicos ainda recebem maior destaque, com mais de 14 mil intenções mapeadas. A categoria é liderada por celulares, computadores, Kindles, iPhones, computadores e TVs. Em seguida está vestuário, categoria que inclui roupas e calçados, com 6.210 comentários.

Busca por eletrodomésticos

A pesquisa também identificou alguns eletrodomésticos em alta, como fritadeiras elétricas, aspiradores de pó e microondas.

Caio Simi, presidente da Orbit Data Science, destaca o crescimento das intenções de compra de eletrodomésticos e mobiliário, relacionando o aumento ao período de isolamento social e trabalho remoto. “Depois de alguns meses, os consumidores passaram a buscar mais itens como headphones, monitores e até mesmo móveis como cadeiras e mesas para dar mais conforto ao seu tempo de trabalho em casa”, afirma. Acompanhando esse movimento, lojas online de móveis e eletrodomésticos estão oferecendo descontos na Black Friday.

 

 

Entre os eletrônicos mais desejados, os notebooks apresentaram a maior taxa de crescimento, com um aumento de intenção de 93,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. Fones de ouvido, monitores e “headsets” aparecem na sequência. Enquanto isso, cadeiras e mesas cresceram, respectivamente, 113,3% e 370% em relação a 2019.

Quedas de intenção

Em comparação com os comentários feitos em 2019, o estudo mostra uma queda na busca por passagens aéreas e viagens, categoria que teve apenas 760 intenções de compra listadas contra 3.340 no mesmo período do ano passado - uma redução superior a 77%.

Outras baixas relacionadas à pandemia foram os shows e academias. “É possível inferir com bastante segurança que a as áreas mais afetadas pela pandemia e isolamento social são também as que tiveram maior queda da Black Friday 2019 para cá”, diz Simi.

Para atrair mais clientes, algumas franquias de setores com possíveis gargalos nas vendas têm optado em oferecer descontos e promoções especiais na data.

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