Negócios

WPP compra AKQA por US$ 540 milhões

Com aquisição, maior agência de publicidade do mundo quer reforçar receita vinda do segmento digital

Martin Sorrell, CEO da WPP: "Não estou querendo dizer que foi um negócio barato, mas nada que é bom é barato ou chega fácil" (Oli Scarff/Getty Images)

Martin Sorrell, CEO da WPP: "Não estou querendo dizer que foi um negócio barato, mas nada que é bom é barato ou chega fácil" (Oli Scarff/Getty Images)

Daniela Barbosa

Daniela Barbosa

Publicado em 21 de junho de 2012 às 15h41.

São Paulo - A WPP, maior grupo de marketing e propaganda do mundo, anunciou, na última quarta-feira, a compra da AKQA, agência digital independente, por cerca de 540 milhões de dólares.

A aquisição visa reforçar a atuação da WPP na área digital e interativa. Martin Sorrel, CEO da agência, afirmou que a operação, embora considerada cara, terá impacto positivo nos lucros da companhia neste primeiro ano.

"Não estou querendo dizer que foi um negócio barato, mas nada que é bom é barato ou chega fácil", disse Sorrel, ao Financial Times. De acordo com ele, a operação está em linha com o objetivo do grupo de conseguir que até 40% de sua receita venha da área digital.

A agência continuará a operar como uma marca independente e autônoma dentro WPP e será presidida por seus fundadores, Ajaz Ahmed e Tom Bedecarré.

"Com mais recursos e acesso à novas geografias, nossa parceria com a WPP vai alimentar mais oportunidades, oferecendo inovação e criatividade em escala", disse Ahmed.

A AKQA é uma das poucas agências digitais independentes do mundo. Neste ano, a companhia projetava receita líquida de 230 milhões de reais, 40 milhões a mais do que o faturamento atingido no ano passado.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasFusões e AquisiçõesWPPAgências de publicidade

Mais de Negócios

Acordo com UE abre janela de US$ 190 bi para tecnologia brasileira na moda

Seguradora de 191 anos cria fintech e aposta tudo em IA para chegar aos R$ 4 bilhões

Como o iFood chegou a R$ 10 bilhões apostando em negócios além do delivery

Ele saiu do RS para a Flórida com o 'mínimo para não desistir'. Hoje fatura R$ 11 milhões com saúde