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Número de fusões e aquisições aumenta, mas valores caem em 2011

Valor total foi 22,7% inferior ao observado em 2010 e somou 142,5 bilhões de reais, segundo relatório da Anbima

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 15 de fevereiro de 2012 às 12h05.

São Paulo – O número de fusões/aquisições anunciadas no Brasil em 2011 foi superior ao de 2010, com 179 operações anunciadas no período. O número é recorde, mas o valor total caiu em relação a 2010. 

Em 2011, as operações movimentaram 142,8 bilhões de reais um valor 22,7% inferior ao do ano anterior, segundo relatório da Anbima divulgado hoje. A queda nos volumes deve-se à conjuntura econômica, segundo Bruno Amaral, coordenador do subcomitê de fusões e aquisições da Anbima. “O segundo semestre de 2011 foi desafiador, mas tenho uma visão positiva sobre o que aconteceu, pois foi o segundo maior volume da história”, afirmou.

Do montante total anunciado no ano, o setor de TI/Telecom liderou, com 25,6% do volume de operações. As aquisições entre empresas brasileiras somaram 63,2 bilhões de reais e dominaram em origem, seguidas, em valor, pelas aquisições entre empresas estrangeiras com alvo brasileiro. 

Mais da metade das fusões e aquisições de 2011 tiveram como protagonistas empresas brasileiras. Nas aquisições por estrangeiras, a Europa representou 56% das aquisições – influenciado pelo setor de comunicações, segundo Amaral. A Ásia teve uma participação de destaque, com volume três vezes maior que o dos Estados Unidos. “A participação da Ásia vem crescendo de maneira consistente”, afirmou Amaral. 

A distribuição de setores foi típica em 2011, segundo Amaral, com predominância de TI/Telecom. O setor de óleo e gás também teve importante participação em volume. Amaral destacou a participação dos bancos brasileiros na assessoria das operações.

A maior operação de 2011 foi a reestruturação societária das controladas pela Telemar Participações, resultando na simplificação da estrutura societária, com o valor dos minoritários de 20,8 bilhões de reais. 

2012

O ano de 2012 mostra condições para serem batidos recordes em número e volume, segundo Amaral, com a redução de risco de ruptura na Europa, por exemplo. 

O setor financeiro pode ser destaque em 2012, a oferta pública de ações da Redecard é um exemplo, segundo Amaral. Outros setores que podem ter destaque são energia, consumo e telecom. “Sempre que tem operações em telecom elas são grandes”, disse Amaral. 


O coordenador também espera uma atividade destacada dos fundos de private equity nas fusões e aquisições no Brasil nesse ano. Setores de consumo (bebidas e alimentos, educação, varejo e tecnologia) e imobiliário são interessantes para os fundos de private equity, segundo Amaral. 

Amaral acredita que grandes grupos da América Latina podem participar de forma mais ativa no Brasil em 2012 – tanto com empresas brasileiras olhando oportunidades fora do Brasil como as da América Latina procurando oportunidades no país. Chile e Argentina são mercados importantes, segundo Amaral. A participação reduzida dos Estados Unidos em 2011 foi atípica, segundo Amaral, e isso pode mudar em 2012. 

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