Vigor promete repaginada na Itambé a partir de 2014

De acordo com Gilberto Xandó, presidente da Vigor, o plano é focar em produtos de maior valor agregado para reposicionar a companhia no mercado
 (EXAME.com)
(EXAME.com)
Por Julia CarvalhoPublicado em 17/12/2013 10:04 | Última atualização em 17/12/2013 10:04Tempo de Leitura: 2 min de leitura

São Paulo – Dez meses depois de comprar 50% da Itambé por 410 milhões de reais, a Vigor planeja “rejuvenescer” a companhia recém-adquirida para atingir um público de maior poder de compra.

A ideia é focar em produtos de maior valor agregado para reposicionar a marca no mercado, disse Gilberto Xandó, presidente executivo da Vigor, em evento para investidores, clientes e jornalistas, na última segunda-feira.

O plano será o mesmo feito para os produtos da marca Vigor em 2013: foco na qualidade do produto, novas embalagens, estratégias de comunicação voltadas para clientes com alto poder de compra e novos produtos que atraiam esse público.

No caso da Vigor, o principal produto responsável por essa atração das classes A e B para a marca foi o iogurte grego. Em menos de um ano de lançamento, a nova categoria já representa de 6% a 8% do mercado. “2014 será o ano em que faremos a mesma lição de casa para a Itambé”, diz Xandó.

Para o presidente, a lição de casa não será tão complicada, porque a Itambé já possui ótimo conhecimento de marca no mercado e penetração geográfica em todo o Brasil. Basta agora torná-la mais atraente para um público maior.

Negócios
Ainda que novas estratégias estejam sendo feitas em conjunto, a JBS, que controla a Vigor, não tem interesse, por enquanto, em comprar os outros 50% da Itambé. O restante da empresa é controlado pela Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR).

“Todo o plano de negócios, de investimento, as operações e a nomeação da diretoria passam pela nossa aprovação, mas as decisões são feitas em conjunto”, diz Xandó.

O mais importante, segundo ele, é aproveitar a complementaridade das duas empresas, seja no portfólio de produtos, seja na penetração geográfica de cada marca. Enquanto a Vigor ainda está muito focada no estado de São Paulo, a Itambé tem grande presença em Minas Gerais e no Nordeste.

“Nós dois só temos a ganhar com o trabalho conjunto”, afirmou o presidente. O faturamento de 4 bilhões de reais, de longe o maior da história da Vigor, só confirma isso.