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Vendas da Renault crescem puxadas por Brasil e Rússia

Vendas mundiais chegaram no recorde de 1,37 milhão de carros e veículos comerciais leves

Brasil se tornou o terceiro mercado mais importante para a Renault, depois da França e da Alemanha (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Brasil se tornou o terceiro mercado mais importante para a Renault, depois da França e da Alemanha (Pascal Le Segretain/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 11 de julho de 2011 às 12h23.

Paris - A montadora francesa Renault reportou hoje que suas vendas mundiais subiram 1,9% no primeiro semestre de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o recorde de 1,37 milhão de carros e veículos comerciais leves. O resultado foi puxado principalmente pelo aumento de 20% das vendas em mercados de fora da Europa, como Brasil e Rússia.

O Brasil se tornou o terceiro mercado mais importante para a Renault, depois da França e da Alemanha, graças a um aumento de 25% das vendas no primeiro semestre. Já as vendas da montadora na Rússia aumentaram 76%.

As vendas da Renault na Europa recuaram 10% no primeiro semestre, em bases anuais, devido à falta de componentes de controle eletrônico para motores a diesel, que tem impedido a montadora de produzir os carros que os clientes haviam encomendado. As peças são feitas por fornecedores do Japão, que foram atingidos pelo terremoto e o tsunami em março.

A montadora prevê que as restrições de oferta, que a levaram a perder vendas de 50 mil unidades na Europa devem começar a diminuir gradualmente a partir deste mês. Em junho, as vendas mundiais da montadora recuaram 7,8%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para o ano todo, a montadora prevê um crescimento das vendas entre 3% e 4% no mercado mundial, em comparação com o volume observado em 2010. As vendas no mercado europeu devem recuar 2%.

Se a previsão para as vendas neste ano se concretizar, a Renault registrará um novo recorde do número de veículos comercializados. A montadora acredita que as vendas vão continuar crescendo em 2012, e podem chegar à meta de 3 milhões de unidades vendidas em 2013 definida pelo grupo no início deste ano no plano estratégico de médio prazo. As informações são da Dow Jones.

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