Vendas contratadas da MRV somam R$ 4,3 bi em 2011

O resultado representa alta de 15% ante 2010 e cumpre o piso da meta de vendas para o ano

São Paulo - A construtora MRV, principal parceira da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida, informou hoje ter atingido R$ 4,322 bilhões em vendas contratadas em 2011. O resultado representa alta de 15% ante 2010 e cumpre o piso da meta de vendas para o ano, estipulada em um valor que varia de R$ 4,3 bilhões a R$ 4,7 bilhões. Para 2012, a companhia conta com crescimento e anunciou a meta de vendas entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões, com margem Ebitda de 24% a 28%.

Com o resultado, a MRV apresentou o quarto maior valor de vendas contratadas entre as incorporadoras e construtoras que divulgaram suas prévias operacionais até hoje, atrás apenas da PDG Realty (R$ 7,5 bilhões), Cyrela (R$ 6,5 bilhões) e Brookfield (R$ 4,4 bilhões).

Segundo o diretor-executivo de Finanças da MRV, Leonardo Corrêa, as vendas em 2011 foram impulsionadas pela demanda por imóveis residenciais, que permanece consistente no País. "Estamos vendo um mercado forte, com as classes C e B direcionando o bolso para o consumo de imóveis", afirmou, em entrevista à Agência Estado.

No último trimestre de 2011, a MRV alcançou o melhor trimestre de vendas contratadas da história da companhia, com R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 13 mil unidades comercializadas. O dado também representa aumento de 25% em relação ao registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Na avaliação de Corrêa, mesmo que o valor das vendas em 2011 tenha ficado no piso da meta, o resultado foi positivo.

A MRV também informou que obteve volume de lançamentos de R$ 4,632 bilhões em 2011, crescimento de apenas 1% em relação ao ano anterior. Conforme Corrêa, o crescimento foi menor neste quesito porque a construtora havia começado o ano passado com um volume maior de imóveis em estoque.

Velocidade de vendas

No quatro trimestre do ano passado, a MRV apresentou recuperação na velocidade das vendas (VSO, vendas sobre a oferta total), que chegou a 29%. O dado é melhor que os 25% do terceiro trimestre, mas abaixo dos 32% do quatro trimestre de 2010. "O aumento da velocidade das vendas foi melhor do que o esperado. Isso denota força do mercado", disse Corrêa. Segundo o diretor de Finanças, a velocidade das vendas deve cair um pouco neste ano, em decorrência do volume maior de lançamentos previstos, atingindo níveis entre 20% e 25%.


Para 2012, a companhia trabalha com a diretriz interna de fluxo de caixa positivo. "Não é uma meta formal", pondera Corrêa. Segundo ele, a companhia tem condições de obter fluxo positivo, mesmo com as previsões de expandir o volume de lançamentos. "Já temos um banco de terrenos compatível", explicou. A MRV encerrou 2011 com um banco de terrenos equivalente a R$ 17 bilhões de volume geral de vendas (VGV), patamar acima dos R$ 13,6 bilhões registrados no fim de 2010.

Minha Casa, Minha Vida

Em 2011, a MRV manteve o foco no Minha Casa, Minha Vida. Em todo o ano, 88% das vendas da construtora foram elegíveis ao programa. No caso dos lançamentos, foram 85%. Leonardo Corrêa explicou que, como a construtora destina quase a totalidade dos empreendimentos para as faixas 2 e 3 do programa (para famílias com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil), a empresa não foi afetada pelas dificuldades relatadas pelo setor da construção no País. Outras empresas tiveram problemas para enquadrar os lançamentos na faixa 1 do programa (famílias com renda de até R$ 1,6 mil) devido ao aumento do preço dos imóveis por conta da explosão dos custos dos terrenos e da mão de obra.

O executivo acrescentou que a MRV tem perspectivas positivas, já que o governo federal já anunciou a possibilidade de expandir a meta de lançamentos da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida em 400 mil unidades. Atualmente, a meta está em 2 milhões de unidades. "Do nosso lado, vemos um mercado forte e estamos trabalhando com esse cenário. As coisas já estão andando em um ritmo acertado. Na medida em que ela (a presidente Dilma Rousseff) vir capacidade da indústria da construção de executar as obras ela pode aumentar a meta", afirmou Corrêa.

Por fim, a MRV também deve ser beneficiada neste ano pela menor concorrência dentro do segmento econômico. Compromissadas com melhora das margens, concorrentes como a PDG Realty e a Gafisa planejam diminuir o volume de lançamentos para a baixa renda, devido às dificuldades de repassar aumentos nos custos operacionais para esse segmento. "Fica um espaço vago no mercado. E a nossa meta de vendas é de crescimento", resumiu Corrêa.

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