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Teles tentam manter SMS atraente em tempos de Facebook

Com o avanço do acesso à internet pelo celular, as operadoras estudam interligar seus serviços tradicionais de mensagem com os prestados via web

SMS pelo celular: o fato de o país ainda ter uma baixa base de smartphones mantém o serviço de SMS com perspectivas de crescimento, ao contrário do que ocorre na Europa (Roslan Rahman/AFP)
DR

Da Redação

Publicado em 10 de setembro de 2013 às 09h10.

São Paulo - Com o aumento das redes de internet móvel no País, as operadoras de telefonia estão sendo obrigadas a buscar alternativas para não perder receita, no futuro, com as populares mensagens de texto. A tendência, com o avanço do acesso à internet pelo celular, é que o SMS seja cada vez mais substituído por mensagens instantâneas gratuitas oferecidas por Facebook, Google Talk e WhatsApp.

Embora ainda esteja em crescimento no mercado brasileiro, o uso de mensagens de texto já preocupa as operadoras . Elas estudam interligar seus serviços tradicionais de mensagem com os prestados via web. Segundo executivos das teles, os serviços “over-the-top” (OTT), baseados na internet, ainda não são concorrem diretamente com o SMS.

No entanto, contribuem para mudar a dinâmica do setor. Antes, o SMS era caro e em quantidade limitada, enquanto agora é ilimitado e sem restrição de tarifa por operadora. O barateamento do SMS ocorre pelo acirramento da concorrência no segmento. “Hoje a disputa é pelo chip preferido”, diz um executivo, em referência aos clientes que têm mais de um chip no aparelho.

Por outro lado, as margens dos serviços de SMS vêm recuando e os ganhos das teles precisam vir cada vez mais do aumento do uso. Além disso, surgem no mercado serviços de mensagens gratuitos, o que eleva o desafio das empresas. “Vai crescer o uso da interconexão entre SMS e internet”, diz Fátima Raimondi, presidente da Acision para a América Latina.

Assim, segundo ela, é gerado um movimento de cobrança do SMS, mesmo com parte da mensagem sendo executada na internet. Segundo levantamento da Acision, os serviços de valor adicionado, que incluem o SMS, representam 25% das vendas das operadoras no Brasil. Apenas o SMS cresceu 10,9% no segundo trimestre, atingindo receita de R$ 1,18 bilhão.


O fato de o País ainda ter uma baixa base de smartphones mantém o serviço de SMS com perspectivas de crescimento, ao contrário do que ocorre na Europa, por exemplo. Mas conforme avança a conexão à internet móvel no Brasil, mais provável será a queda de participação do SMS no faturamento.

A Claro já desenvolve estratégias de integração entre o SMS e as mensagens instantâneas via internet. Segundo o diretor de serviços de valor adicionado, Alexandre Olivari, os clientes têm o Claro Messenger, que liga usuários via web, mas oferece o envio da mensagem por SMS, caso o cliente esteja desconectado da rede. “Além do aplicativo para smartphone, há uma interoperabilidade do serviço com o SMS”, disse Olivari.

Outra aplicação que os clientes brasileiros vão se deparar é com o Joyn, marca e sistema desenvolvido pela GSM Association (GSMA), que combina a comunicação de voz, chat com uma ou várias pessoas e permite o compartilhamento de arquivos. É possível contactar uma pessoa que não tenha o aplicativo, só que por SMS ou e-mail.

Outras operadoras

A Oi também estuda alternativas de interconexão entre SMS e internet, segundo o diretor de produtos e mobilidade Roberto Guenzburger. “O Joyn é um caminho”, disse. Ele ressalta que a empresa também tem um serviço de mensagem de texto disparada via SMS por meio do Facebook. Só paga o usuário que enviar a mensagem.

Para o diretor de serviços de valor agregado e inovação da Vivo, Alexandre Fernandes, os clientes de aplicativos também usam muito o SMS. Segundo ele, o desafio é interligar as mensagens por telefone às enviadas pela web.

O diretor de internet e serviços de valor adicionado da TIM, Fabio Cristilli, diz que a popularidade de aplicativos como WhatsApp, Viber e Facebook é positiva para as operadoras, porque faz crescer o uso de dados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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São Paulo - Com o aumento das redes de internet móvel no País, as operadoras de telefonia estão sendo obrigadas a buscar alternativas para não perder receita, no futuro, com as populares mensagens de texto. A tendência, com o avanço do acesso à internet pelo celular, é que o SMS seja cada vez mais substituído por mensagens instantâneas gratuitas oferecidas por Facebook, Google Talk e WhatsApp.

Embora ainda esteja em crescimento no mercado brasileiro, o uso de mensagens de texto já preocupa as operadoras . Elas estudam interligar seus serviços tradicionais de mensagem com os prestados via web. Segundo executivos das teles, os serviços “over-the-top” (OTT), baseados na internet, ainda não são concorrem diretamente com o SMS.

No entanto, contribuem para mudar a dinâmica do setor. Antes, o SMS era caro e em quantidade limitada, enquanto agora é ilimitado e sem restrição de tarifa por operadora. O barateamento do SMS ocorre pelo acirramento da concorrência no segmento. “Hoje a disputa é pelo chip preferido”, diz um executivo, em referência aos clientes que têm mais de um chip no aparelho.

Por outro lado, as margens dos serviços de SMS vêm recuando e os ganhos das teles precisam vir cada vez mais do aumento do uso. Além disso, surgem no mercado serviços de mensagens gratuitos, o que eleva o desafio das empresas. “Vai crescer o uso da interconexão entre SMS e internet”, diz Fátima Raimondi, presidente da Acision para a América Latina.

Assim, segundo ela, é gerado um movimento de cobrança do SMS, mesmo com parte da mensagem sendo executada na internet. Segundo levantamento da Acision, os serviços de valor adicionado, que incluem o SMS, representam 25% das vendas das operadoras no Brasil. Apenas o SMS cresceu 10,9% no segundo trimestre, atingindo receita de R$ 1,18 bilhão.


O fato de o País ainda ter uma baixa base de smartphones mantém o serviço de SMS com perspectivas de crescimento, ao contrário do que ocorre na Europa, por exemplo. Mas conforme avança a conexão à internet móvel no Brasil, mais provável será a queda de participação do SMS no faturamento.

A Claro já desenvolve estratégias de integração entre o SMS e as mensagens instantâneas via internet. Segundo o diretor de serviços de valor adicionado, Alexandre Olivari, os clientes têm o Claro Messenger, que liga usuários via web, mas oferece o envio da mensagem por SMS, caso o cliente esteja desconectado da rede. “Além do aplicativo para smartphone, há uma interoperabilidade do serviço com o SMS”, disse Olivari.

Outra aplicação que os clientes brasileiros vão se deparar é com o Joyn, marca e sistema desenvolvido pela GSM Association (GSMA), que combina a comunicação de voz, chat com uma ou várias pessoas e permite o compartilhamento de arquivos. É possível contactar uma pessoa que não tenha o aplicativo, só que por SMS ou e-mail.

Outras operadoras

A Oi também estuda alternativas de interconexão entre SMS e internet, segundo o diretor de produtos e mobilidade Roberto Guenzburger. “O Joyn é um caminho”, disse. Ele ressalta que a empresa também tem um serviço de mensagem de texto disparada via SMS por meio do Facebook. Só paga o usuário que enviar a mensagem.

Para o diretor de serviços de valor agregado e inovação da Vivo, Alexandre Fernandes, os clientes de aplicativos também usam muito o SMS. Segundo ele, o desafio é interligar as mensagens por telefone às enviadas pela web.

O diretor de internet e serviços de valor adicionado da TIM, Fabio Cristilli, diz que a popularidade de aplicativos como WhatsApp, Viber e Facebook é positiva para as operadoras, porque faz crescer o uso de dados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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