Negócios

Startup 'odiada' por estúdios musicais já vale quase US$ 2,5 bilhões

Rodada liderada pela Menlo Ventures inclui NVIDIA, Lightspeed, Matrix e Hallwood Media e eleva a plataforma a um dos maiores valuations do setor

Música brasileira: artista ainda retém menos de 1% da receita gerada por streaming. (Paper Boat Creative/Getty Images)

Música brasileira: artista ainda retém menos de 1% da receita gerada por streaming. (Paper Boat Creative/Getty Images)

Publicado em 21 de novembro de 2025 às 06h39.

A Suno, plataforma de geração de música por inteligência artificial, anunciou o fechamento de uma rodada de financiamento de US$ 250 milhões, o que elevou a avaliação da empresa para cerca de US$ 2,45 bilhões. A operação foi liderada pela Menlo Ventures e contou com participação da NVentures, braço de investimento da Nvidia, além de Matrix, Lightspeed e Hallwood Media.

A Hallwood Media já havia firmado um acordo com um criador da Suno e tem outra artista representada, Xania Monet, que ganhou visibilidade ao alcançar posições nas paradas da Billboard com produções criadas por IA. As informações são da revista The Hollywood Reporter.

Disputa com gravadoras

O cofundador e CEO Mikey Shulman afirmou que o novo aporte amplia as possibilidades de criação dentro da plataforma e apoia o uso da tecnologia por compositores, produtores e usuários iniciantes. Segundo ele, o serviço já recebeu milhões de contribuições de criadores desde seu lançamento há dois anos.

A Suno segue envolvida em um processo movido por grandes gravadoras, que acusam a empresa de utilizar catálogos protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de inteligência artificial.

Nas últimas semanas, surgiram especulações sobre possíveis acordos após a Udio — concorrente direta — selar uma parceria com a Universal Music Group em outubro. A Udio também enfrenta ações da Sony e da Warner Music Group.

O acordo com a UMG indica uma mudança no modelo de atuação da Udio, que agora permite que fãs interajam com músicas de artistas para criar remixes e versões derivadas. Ainda não há sinal de que a Suno adotará estratégia semelhante, especialmente após o reforço financeiro.

Acompanhe tudo sobre:MúsicaInteligência artificial

Mais de Negócios

A marca de salgadinhos que desafia gigantes e fatura R$ 130 milhões

Fábrica de barcos de SC fatura R$ 220 milhões e quer vender 'igual carro'

Eles cresceram 328% em um ano resolvendo as burocracias do RH

Sua startup quer captar em 2026? Maior investidora-anjo do Brasil dá 5 dicas