Pagamentos digitais: diversidade de opções exige gestão integrada no varejo. (FISERV/Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 30 de março de 2026 às 18h04.
Última atualização em 30 de março de 2026 às 18h41.
Com mais de 72 bilhões de transações registradas apenas no primeiro semestre de 2025, de acordo com o Banco Central, o varejo brasileiro opera em um ambiente de gestão de pagamentos cada vez mais diverso e exigente.
As múltiplas opções — do Pix às carteiras digitais — ampliaram a conveniência, mas também elevaram o risco operacional: 75% dos consumidores já deixaram de concluir uma compra por não encontrar o meio de pagamento desejado, segundo pesquisa da Fiserv, líder global em tecnologia financeira e meios de pagamento.
Na prática, isso desloca o tema de meios de pagamento do campo operacional para o estratégico. Em um cenário de alta concorrência, não oferecer a forma de pagamento adequada deixou de ser uma falha pontual e passou a representar perda direta de receita.
O desafio se intensifica diante da falta de padrão no comportamento do consumidor brasileiro. Enquanto, na região Norte, mais de 70% dos consumidores ainda preferem cartão de crédito, dados do Fiserv Insights 2026 apontam que, no Nordeste, a preferência é pelo Pix, opção que concentra quase 70% das transações.
Com mais de 40 anos de atuação no mercado,
a Fiserv concentra 70% de market share
e se faz presente em 86% dos 100 maiores varejistas do Brasil com o SiTef, plataforma líder em TEF no país.
Nesse cenário, a disputa não é mais sobre aceitar pagamentos, mas, sim, sobre quem consegue organizar fluxos e garantir que adquirentes, bancos, bandeiras, fintechs e plataformas tecnológicas operem de forma coordenada.
Com presença em mais de 100 países, a Fiserv atua exatamente nessa camada. No Brasil, a companhia conecta mais de 1,5 milhão de terminais, atende cerca de 600 mil estabelecimentos em adquirência e processa bilhões de transações por ano, apoiada por uma rede com mais de 1.300 parceiros de automação e milhares de soluções integradas.
Segundo Rodrigo Climaco, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Fiserv Brasil, é essa robustez que permite dar escala e fluidez a um sistema naturalmente fragmentado. “A infraestrutura é a espinha dorsal que sustenta toda a jornada de compra, transformando uma malha complexa de redes bancárias, bandeiras e protocolos de segurança em uma experiência de pagamento fluida e instantânea”, explica.

No Brasil, o SiTef (Solução inteligente de Transferência Eletrônica de Fundos) concentra uma das estratégias da companhia para o varejo. A solução funciona como um hub que integra múltiplos meios de pagamento em um único ambiente, automatiza a conciliação financeira e facilita a gestão das transações.
“O SiTef conecta o varejo brasileiro a uma infraestrutura global, mas sempre com soluções pensadas para a nossa realidade local”, resume Climaco.
Em linhas gerais, para parceiros de automação, a vantagem reside em reduzir a fricção e os custos de implementação. No caso de adquirentes e instituições financeiras, a plataforma tem a missão de ampliar a capilaridade e de acelerar a integração com o varejo. Em relação ao comerciante, o impacto é direto, tanto na operação quanto na conversão de vendas.
Aqui no país, só em 2025, a Fiserv registrou mais de 30 bilhões de transações, com integração a mais de 274 bandeiras, carteiras digitais e vouchers, além de mais de 1.300 produtos.
A arquitetura modular é um dos diferenciais, uma vez que permite a integração com diferentes parceiros, garantindo alta disponibilidade — premissa em um ambiente que pode atingir picos de milhares de transações por segundo em datas sazonais.
"Para o varejista, o papel fundamental dessa rede é garantir que ele nunca perca uma venda, seja em um dia comum ou em uma data forte como o Natal, quando registramos 4.500 transações por segundo", afirma Rodrigo Climaco, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Fiserv Brasil.
Além da infraestrutura transacional, a Fiserv amplia o suporte à gestão do varejo por meio de soluções como a Clover. Considerada a maior plataforma global baseada em SaaS (software as a service) em volume total de pagamentos efetuados — e parceira na transformação digital —, a solução reúne, em um único ambiente, o processamento de transações, o controle de vendas e funcionalidades de relacionamento com o cliente. A proposta é reduzir fricções no varejo e aproximar pequenos e médios negócios de um nível de gestão antes restrito a grandes redes.
Mais do que isso, a plataforma transforma cada transação em informação acionável — como comportamento de consumo, recorrência e ticket médio —, dando ao varejista insumos para a tomada de decisões operacionais e comerciais. “Nosso papel é ser o parceiro tecnológico que democratiza o acesso a soluções mais avançadas e garante competitividade ao varejo brasileiro”, diz Climaco.
Confira, a seguir, a entrevista com o executivo: