Negócios

Sharp estuda demissões em massa para compensar perdas

A empresa deverá ter um prejuízo líquido de US$ 1,27 bilhão neste trimestre, primeiro do ano fiscal 2012 no Japão

Cortes: Sharp também estuda vender sua sede e diversos escritórios em Tóquio (David Becker/Getty Images)

Cortes: Sharp também estuda vender sua sede e diversos escritórios em Tóquio (David Becker/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2012 às 12h56.

Priorizar nos meus resultados Google

Tóquio - A multinacional japonesa Sharp estuda empreender pela primeira vez demissões em massa no mundo todo e vender alguns de seus escritórios para compensar as perdas que espera registrar no primeiro trimestre do atual ano fiscal, de abril a junho, informou nesta terça-feira o diário Nikkei.

A empresa deverá ter um prejuízo líquido de 100 bilhões de ienes (US$ 1,27 bilhão) nesse trimestre, primeiro do ano fiscal 2012 no Japão, sobretudo devido à contínua perda de seu braço de telas LCD e painéis solares.

Além de ter reduzido significativamente a capacidade de sua fábrica em Sakai, a Sharp registrou uma perda líquida recorde de 376 bilhões de ienes (US$ 4,8 bilhões) no ano fiscal 2011 e prevê perder 30 bilhões de ienes (US$ 382 milhões) no atual.

Como parte da estratégia para recuperar-se, a Sharp, que conta com 64 mil empregados no mundo todo (21 mil deles no Japão), estuda oferecer aposentadorias antecipadas a milhares de trabalhadores durante o presente ano fiscal, que no Japão termina em 31 de março de 2013, acrescentou o diário econômico Nikkei.

A empresa japonesa também estuda vender sua sede e diversos escritórios em Tóquio.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas japonesasgestao-de-negociosDemissõesDesempregoCortes de custo empresariaisSharp

Mais de Negócios

Fim de uma era: montanha-russa mais famosa do Beto Carrero chega ao fim neste domingo após 32 anos

TekPix: o que aconteceu com a câmera que faturava milhões por dia e sumiu do mapa

Do Maranhão a R$ 1,5 bilhão: aos 29, ela assumiu a rede de óticas da família e comanda 1.000 lojas

Aos 7 anos, vigiava carros para comprar um Kichute. Hoje, sua rede de academias fatura R$ 48 milhões