Setor de franquias cresce 16,8% no 2º trimestre e acelera recuperação

Pesquisa da ABF mostra que todos os segmentos cresceram. No primeiro semestre, alta foi de 12,9%

Franquias: saiba quais segmentos mais cresceram no segundo trimestre (CreativaImages/Getty Images)

Franquias: saiba quais segmentos mais cresceram no segundo trimestre (CreativaImages/Getty Images)

Isabela Rovaroto

Isabela Rovaroto

Publicado em 24 de agosto de 2022 às 16h47.

Última atualização em 25 de agosto de 2022 às 15h33.

O mercado de franquias brasileiro registrou uma recuperação acelerada no segundo trimestre deste ano frente a igual período de 2021. Com um faturamento 16,8% maior, o setor demonstrou resiliência diante de um cenário adverso internamente, com inflação e juros em alta.

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Este é um dos dados apurados na tradicional Pesquisa Trimestral de Desempenho do setor realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Segundo o estudo, feito em parceria com a AGP, a receita saltou de R$ 41,140 bilhões para R$ 48,052 bilhões nesse período.

Todos os segmentos cresceram

De acordo com o levantamento da ABF, no segundo trimestre do ano todos os 11 segmentos do setor apresentaram crescimento.

A maior variação positiva no faturamento foi constatada em hotelaria e turismo, com 25,4% de alta. Como demonstrado no primeiro trimestre, o segmento manteve o ritmo de recuperação graças, principalmente, ao arrefecimento da pandemia e à retomada das viagens e eventos.

Alimentação – foodservice tem o segundo maior crescimento, com receita 22,3% maior frente a igual período do ano passado, beneficiando-se também da reabertura do comércio, assim como da Páscoa e do Dia das Mães, que tradicionalmente aquecem as vendas, além do avanço da digitalização dos negócios e do delivery.

Saúde, beleza e bem-estar registrou o terceiro melhor desempenho, favorecido também pela alta demanda por seus serviços.

Destacaram-se, ainda, casa e construção  com crescimento de 17,4% e moda com 15,8%.

Segmento2º trim. 20212º trim. 2022Variação 2021/22
Alimentação - comércio e distribuição2353262811,70%
Alimentação - foodservice7184878422,30%
Casa e construção3009353317,40%
Comunicação, informática e eletrônicos1403160214,20%
Entretenimento e lazer48254613,30%
Hotelaria e turismo2048256825,40%
Limpeza e conservação37841510%
Moda4276495015,80%
Saúde, beleza e bem-estar95931151620,10%
Serviços automotivos1655184211,30%
Serviços e outros negócios5984668911,80%
Serviços educacionais277629777,30%
Total411404805216,80%

Crescimento no primeiro semestre

No semestre, a alta no faturamento foi de 12,9% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, saltando de R$ 81,021 bilhões para R$ 91,432 bilhões.

Nos primeiros semestres de 2020 e de 2022, a receita cresceu 32,0%, e em relação ao mesmo período de 2019, o faturamento aumentou 8,1%.

A inflação manteve-se em alta neste primeiro semestre, porém em um patamar menor em relação ao crescimento do setor de franquias.

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No acumulado de janeiro a junho, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) foi de 5,49%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que motivou o crescimento?

Contribuíram para essa alta:

  • A vasão da demanda reprimida dos consumidores: flexibilidade das medidas restritivas de circulação possibilitada pelo aumento da vacinação
  • Consequente aquecimento geral do varejo físico

Confirmando esse movimento, dados da Cielo indicaram que houve um aumento de 10,7% nas vendas nos mesmos trimestres analisados.

Comparação com anos anteriores

Quando observado o crescimento em relação ao segundo trimestre de 2020 marcado pelo início da pandemia o índice chega a 73,3%.

Já com base nos meses de abril a junho de 2019, cujo faturamento foi de R$ 43,122 bi, a receita do franchising cresceu 11,4%.

Crescimento em 12 meses

O estudo da ABF apontou também que a receita no período acumulado de 12 meses avançou 9,2%, de R$ 178,950 bilhões para R$ 195,450 bilhões. Entre os meses de abril a junho de 2020 e deste ano, a variação positiva foi de 14%, e em referência a igual período de 2019, pré-pandemia, o crescimento do setor foi de 8,6%.

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