São Paulo é 12ª cidade que mais recebeu investimentos estrangeiros

Das cinco que tiveram maior número de investimentos greenfield entre 2005 e 2009, três são chinesas

São Paulo – Em pesquisa realizada pela Greater Paris Investment Agency (GPIA), órgão francês de promoção de investimentos, São Paulo apareceu no 12º lugar em número de investimentos greenfield (projetos erguidos a partir do zero), entre 2005 e 2009, com 259. Foi a única cidade da América Latina no ranking. As cinco cidades que tiveram o maior número de investimentos foram Xangai (1561); Londres (1219); Paris (956); Pequim (874) e Hong Kong (837).

São Paulo já foi apontada como o principal alvo para investimentos na América Latina em outros estudos. Para Paulo Gala, professor de economia da EESP-FGV e economista da Galleas Asset, o setor que mais cresce no Brasil é o de intermediação financeira. Isso favorece a situação dos paulistanos, já que essa indústria está concentrada na cidade. “São Paulo continuará a capital financeira da América Latina”, diz o especialista. “Isso vai significar uma valorização imobiliária”, afirma.

Se, por um lado, a maior cidade brasileira aparece à frente das cidades latino-americanas, ela está bem atrás das asiáticas, mas pode alcançá-las em alguns anos, de acordo com Gala. “São Paulo deve ocupar um espaço de bem mais destaque, puxado pelo crescimento do país”, afirmou. Segundo Gala, o pré-sal, as Olimpíadas e a Copa do Mundo de 2014 encontrarão, na cidade, uma base de operações, já que ela é a porta de entrada dos negócios no país. Entre os setores que terão maior crescimento, ele destacou a construção e serviços.

Local para negócios

Quando os entrevistados na pesquisa da GPIA foram questionados sobre onde pretendem desenvolver novos lugares para a empresa nos próximos três anos, São Paulo apareceu em 6º lugar, empatado com Hong Kong, com 3%. A primeira cidade foi Mumbai (18%), seguida por Londres (9%), Xangai e Bangcoc (6%) e Singapura (4%). Foram realizadas 512 entrevistas.


Entre as cidades cuja atratividade mais deve crescer nos próximos três anos, as três primeiras foram as chinesas Xangai (17%) e Pequim (13%), e a indiana Mumbai (9%). Na sequência, surgem, tecnicamente empatadas com 4%, Singapura, Berlim, São Paulo e Londres, nessa ordem.

Brasileiros na mira

A Greater Paris Investment Agency, em parceria com a consultoria KPMG, realizou o estudo sobre as localidades mundiais mais atrativas para os investidores e setores potenciais, o “Primeiro Observatório dos Investimentos Internacionais nas Principais Metrópoles Mundiais”. O objetivo da agência, em conjunto com a Câmara de Comércio França Brasil (CCFB), é convencer os empresários brasileiros de que vale a pena investir na região da Grande Paris. Uma comitiva de empresários franceses veio para o Brasil para fazer contatos com os empresários locais. Essa comitiva já passou por China, Índia e Japão.

De acordo com Chiara Corazza, diretora executiva da GPIA, a agência ainda não considerava o Brasil como um país de investidores. “Era mais um país onde investíamos”, afirma. Mas agora eles buscam investimentos verde-amarelos. “A economia está sólida e os brasileiros têm dinheiro; esse é um momento de vantagem”, afirma.


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