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Santander lucra 16% a menos na América Latina

Banco lucrou menos principalmente devido resultados piores em países como Brasil e México, segundo relatório

Placa do Santander: contas do primeiro semestre na América Latina, que representa 51% do lucro do grupo, foram afetadas pelo menor dinamismo do mercado e da economia em alguns países da região (Phil Noble/Reuters)

Placa do Santander: contas do primeiro semestre na América Latina, que representa 51% do lucro do grupo, foram afetadas pelo menor dinamismo do mercado e da economia em alguns países da região (Phil Noble/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de julho de 2013 às 10h25.

Madri - O Banco Santander lucrou na América Latina US$ 2,43 bilhões no primeiro semestre de 2013, quantia 16,3% menor do que há um ano, devido principalmente a resultados piores em países importantes como Brasil e México, segundo um relatório publicado nesta terça-feira pela instituição.

O lucro global na primeira metade do ano foi de US$ 2,954 bilhões, 28,9% a mais do que no mesmo período de 2012.

As contas do primeiro semestre na América Latina, que representa 51% do lucro do grupo, foram afetadas pelo menor dinamismo do mercado e da economia em alguns países da região.

O lucro no Brasil foi de US$ 1,203 bilhão, 19,4% a menos do que em 2012, mas o que ainda mantém o país como o que mais contribuiu na região.

A inadimplência na América Latina continuou subindo e fechou em junho em 5,26%, ante 5,14% do ano passado, enquanto a cobertura se reduziu para 85,4%.

No Brasil, ao término do primeiro semestre, a inadimplência era de 6,49%, contra 6,51% de 2012; no México, de 2,20%, acima do 1,64% de junho de 2012; e no Chile, de 5,81%, frente ao 4,65% do ano passado.


A poupança da região aumentou 1,3% e os depósitos de clientes aumentaram até US$ 137,922 bilhões, enquanto o crédito, que tradicionalmente crescia, diminui 0,7%.

No entanto, houve uma evolução distinta nos países, de modo que no Brasil os depósitos e os créditos em moeda local cresceram 6%, enquanto no México subiram 14% e 6%, respectivamente.

Todas as margens de negócio se reduziram, os juros 12,5%, até US$ 10,549 bilhões, e o bruto 8,7%, até US$ 14,619 bilhões, influenciado pela queda de 14,6% no caso do Brasil.

Por sua parte, a margem líquida se contraiu 12,7%, até US$ 8,837 bilhões, também marcada pela diminuição de 18,3% no Brasil.

O lucro no México foi de US$ 577 milhões, 20,3% a menos. Em seguida, aparece o Chile, com um lucro de US$ 263 milhões, 21,6% a menos; e Argentina, com US$ 217 milhões, 13,2% a mais.

A unidade do Santander nos Estados Unidos teve um lucro de US$ 54 milhões, valor 6,7% menor do que no ano passado.

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