Resultado da Lufthansa mostra drama das aéreas com covid-19

A companhia alemã tem 700 aviões estacionados e prevê redução de 50% na capacidade nas próximas semanas

Parte do efeito imediato da crise do coronavírus sobre as empresas aéreas ficou mais claro nesta quinta-feira, quando a alemã Lufthansa, uma das maiores empresas aéreas da Europa, anunciou seus resultados financeiros para 2019. O pacote de medidas emergenciais da companhia, e sua posição financeira, agradaram os investidores: as ações abriram em alta de 8%, revertendo parte da queda de quase 50% em 2020.

Em nota a investidores, a companhia afirmou que o coronavírus acionou internamente um estado de emergência sem precedentes, que exige medidas “drásticas e muitas vezes dolorosas”. “Ao mesmo tempo, devemos estar atentos à especial responsabilidade que as empresas aéreas têm em seus países”.

Isso inclui, por exemplo, a disponibilização de 140 voos adicionais para trazer 20.000 cidadãos de volta a seus países. A diretoria da Lufthansa também anunciou uma redução 20% em sua remuneração para 2020 em virtude do novo cenário.

Os resultados, por enquanto, não mostram o impacto direto da covid-19, uma vez que miram 2019. O resultado operacional, de 2 bilhões de euros, está em linha com as previsões e, segundo a companhia, mostra sua solidez financeira para passar pela pandemia.

É este um dos indicadores que mais têm chamado atenção de investidores mundo afora — é dado como certo que as aéreas mais frágeis financeiramente vão ficar pelo caminho em 2020. A Lufthansa destacou, nesta quinta-feira, ter 4,3 bilhões de euros de liquidez, e que já levantou 600 milhões de euros nas últimas semanas.

No total, a companhia tem 700 aviões estacionados, incluindo toda a operação de empresas aéreas Austrian Airlines e Brussels Airlines (que para a partir do dia 21). Cerca de 23.000 voos serão cancelados em abril — a previsão da companhia é que ao menos 50% da capacidade seja reduzida nas próximas semanas. A operação de carga da companhia, uma das maiores do mundo, segue em operação.

A sobrevivência das companhias aéreas, essenciais para uma série de atividades em momentos de crise profunda como o atual, é tema de planos de governo mundo afora. No Brasil, o governo anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma renegociação de dívidas e tarifas para empresas aéreas.

As empresas ainda terão até 12 meses para devolver aos passageiros os valores de bilhetes cancelados devido à pandemia. Nos Estados Unidos, as empresas aéreas negociam um pacote de ajuda de 50 bilhões de dólares com o governo, que inclui doações e isenções de impostos.

As ações de empresas aéreas como as brasileira Azul e Gol chegaram a cair mais de 80% em 2020. O drama das aéreas, assim como a pandemia de coronavírus, não tem data para acabar.

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