Negócios

Por que os gastos derrubaram o Vasco

Mesmo com receita quase triplicando, clube carioca não soube investir e agora, paga o preço

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2013 às 10h39.

São Paulo - O Vasco dependia de uma combinação de resultados para continuar na série A do Campeonato Brasileiro de futebol. Mas isso não aconteceu e o rebaixamento tem entre suas razões a desordem financeira do clube - que não soube aproveitar o aumento de quase 200% de sua receita entre 2008 e 2012.

Há cinco anos o clube faturou R$ 52 milhões. No ano passado, foram R$ 137 milhões. "O principal problema dos times cariocas é que o aumento da receita não foi investido em melhoria da estrutura", explica Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva da consultoria BDO.

Dos gastos do clube, mais de 70% estão concentrados na estrutura de futebol. "É um valor alto, considerando-se que na Europa, qualquer equipe que gasta mais de 65% do orçamento com futebol é considerada sem controle financeiro", afirma o especialista.

Cair é solução?

Em 2008, o Vasco devia aproximadamente 200 milhões de reais. No fim do ano passado, já eram mais de R$ 400 milhões.

Entretanto, cair pode ser a solução - tendo em vista que a receita do time cresceu cerca de R$ 30 milhões entre 2008 e 2009, última vez em que isso aconteceu.

"Com o rebaixamento, torcida e patrocinadores abraçaram o time. O que não garante que a história vá se repetir, já que agora a desconfiança é maior", explica o especialista.

Para Daniel, os clubes brasileiros perderam uma grande oportunidade de captar investimentos com a Copa do Mundo. Na opinião do especialista, os estádios serão um bom legado para as equipes - que poderão usá-los para potencializar suas receitas.

(matéria atualizada em 09/12/2013, às 10h)

Acompanhe tudo sobre:EsportesFutebolFaturamentoVasco

Mais de Negócios

Na era da IA, dados de baixa qualidade tiram sua empresa do jogo

Vai abrir uma franquia? Veja seis pontos que você deve analisar antes de investir

O que está em jogo entre Brasil e Noruega no campo dos negócios

Gigante de energéticos do interior de SC compra fatia de marca de Felipe Titto rumo a R$ 2,5 bilhões