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Peugeot concorda em aliança com GM; anúncio é esperado hoje

A General Motors terá participação de 7% como parte de uma emissão de ações da montadora francesa

A Peugeot não comentou sobre o assunto (Denis Balibouse/Reuters)

A Peugeot não comentou sobre o assunto (Denis Balibouse/Reuters)

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Philipp Halstrick e Julien Ponthus

29 de fevereiro de 2012, 13h52

Paris - A montadora PSA Peugeot Citroen concordou em formar uma aliança com a General Motors, disseram fontes a par das discussões nesta quarta-feira.

A GM terá participação de 7 por cento na Peugeot como parte de uma emissão de ações da montadora francesa, e ambas as companhias irão colaborar em pesquisa e desenvolvimento, plataformas de veículos e tecnologias. O objetivo é economizar custos na ordem de 2 bilhões de dólares, disse uma das fontes.

O acordo deve ser anunciado ainda nesta quarta-feira, segundo as fontes. A Peugeot rejeitou comentar sobre o assunto.

O acordo, que acontece em um momento no qual a Peugeot e a Opel, da GM, enfrentam fracas vendas e capacidade ociosa na Europa, tem sido alvo de ceticismo por analistas e investidores.

"Este não é o tipo de solução que precisamos ver no mercado europeu, onde a capacidade tem que ser reduzida", disse o analista Erich Hauser, do Credit Suisse, em relatório.

Como a Peugeot, a Opel batalha para reverter as perdas na Europa, desencadeadas pela queda nas vendas de veículos na região e forte concorrência de preços.

As operações europeias da GM perderam 747 milhões de dólares no ano passado, enquanto a divisão principal da Peugeot ficou 497 milhões de euros negativa na segunda metade do ano.

O governo francês ainda espera por informações da Peugeot sobre o plano de aliança com a GM, segundo uma autoridade.

O regulador de mercados francês AMF pediu, na terça-feira, que a montadora faça um comunicado rapidamente para confirmar ou negar relatos sobre a aliança com a GM e um aumento de capital, mas a Peugeot ainda não o fez.

Na semana passada, a empresa francesa confirmou ter conversas para uma aliança em andamento, mas não identificou quem seria o potencial parceiro.

A família Peugeot, que detém pouco mais de 30 por cento da montadora, indicou que não se oporia a alguma diluição de sua participação, desde que permaneça como principal acionista.