Petrobras busca vender 70% de duas refinarias, diz sindicato

Dentre os ativos que teriam participações vendidas junto com as refinarias, estaria o terminal aquaviário de Madre de Deus, na Bahia

Rio de Janeiro - A Petrobras busca vender participações na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, e na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, juntamente com terminais e gasodutos conectados a elas, afirmou nesta sexta-feira o coordenador do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, Deyvid Bacelar.

Segundo o sindicalista, os planos da empresa incluem a venda de 70 por cento desses ativos, em um pacote para atrair investidores.

Dentre os ativos que teriam participações vendidas junto com as refinarias, estaria o terminal aquaviário de Madre de Deus, também na Bahia.

"Já existem conversas avançadas para vender esses ativos", afirmou Bacelar, por telefone, à Reuters, explicando que soube do plano ao conversar com pessoas com conhecimento do assunto. Uma delas estaria envolvida nas negociações.

O interesse da Petrobras em atrair sócios para as suas refinarias já é de conhecimento público, mas a empresa nunca apresentou avanços sobre o tema.

Em outubro do ano passado, o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, afirmou a jornalistas em um evento que a empresa estudava um modelo de venda de participações em refinarias em conjunto com terminais e dutos que fizessem sentido aos possíveis investidores e agregassem valor aos ativos.

A Petrobras, no entanto, está atualmente reformulando seu plano de desinvestimentos, após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar que a busca por investidores e a posterior venda dos ativos deveria seguir uma sistemática mais transparente.

O diretor da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Ivan Monteiro, explicou nesta sexta-feira, em teleconferência com analistas, que a empresa busca publicar ainda no primeiro semestre sua carteira de ativos em desinvestimento, com detalhes sobre os ativos e seus respectivos modelos de venda. Mas Monteiro não detalhou.

A Petrobras não respondeu imediatamente pedido de comentário sobre a informação do sindicalista.

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