Seleção Brasileira: Brasil inicia sua caminhada no Mundial cercado por expectativas e por uma escalação que permanece em aberto (Foto: Roger Wimmer/ISI Photos/ISI Photos via Getty Images)
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Publicado em 8 de junho de 2026 às 11h26.
Após a vitória por 2 a 1 sobre o Egito no último sábado, 6, a Seleção encerrou sua preparação para a Copa do Mundo da Fifa 2026 e agora volta suas atenções para a estreia diante dos marroquinos.
Embora o treinador Carlo Ancelotti não tenha revelado a equipe, as últimas atuações e suas declarações ajudam a desenhar o provável time titular. “Eu tenho a escalação inicial para jogar contra o Marrocos”, revelou o italiano em entrevista coletiva.
Algumas posições parecem definidas. No ataque, Vinícius Júnior e Raphinha ganharam a confiança do treinador. “Acho que a dupla Vinícius e Raphinha funcionou muito bem. Combinaram bem, tivemos oportunidades por aquela posição e acho que a partida dos dois foi muito boa”, afirmou Ancelotti durante a coletiva.
Vinícius foi titular em todos os jogos em que esteve disponível sob o comando do italiano. Raphinha só começou no banco diante da Bolívia, nas Eliminatórias, mas entrou durante a partida.
Na defesa, Marquinhos e Gabriel Magalhães também aparecem como prováveis escolhas. “Marquinhos e Gabriel são indiscutíveis. São jogadores que atuaram até o último jogo na final da Champions League. Temos uma semana para eles se recuperarem e se prepararem para o jogo", disse o treinador.

Mesmo sem garantia do técnico, uma análise da Fifa afirma que Casemiro e Bruno Guimarães devem ter lugar garantido no "esquadrão" oficial. A dupla se consolidou durante a preparação para o Mundial.
"A dupla se firmou jogando lado a lado com o italiano. Casemiro é praticamente um segundo capitão em campo, e a atuação de Guimarães contra o Egito prova o potencial que o treinador vê no meia do Newcastle. Bruno marcou um gol, pressionou alto, ganhou duelos e foi fundamental para a vitória por 2 a 1 em Cleveland", revela a análise.
A principal mudança na lista da Seleção Brasileira nos últimos dias foi a saída de Wesley. O lateral-direito sofreu uma lesão durante o amistoso contra o Egito e acabou desconvocado após a realização de exames que confirmaram que ele não teria condições de disputar a estreia da Copa do Mundo.
A ausência representa uma baixa importante para Carlo Ancelotti. O jogador vinha sendo uma das opções mais dinâmicas para o setor, oferecendo velocidade, profundidade e apoio constante ao ataque. Sua lesão também reduz as alternativas do treinador para a lateral direita, aumentando a responsabilidade de nomes mais experientes, como Danilo, do Flamengo.
Para ocupar a vaga aberta, a comissão técnica chamou o volante Éderson, do Atalanta. Destaque do futebol italiano nas últimas temporadas, o jogador chega como uma alternativa para reforçar o meio-campo e ampliar as possibilidades táticas da equipe.
No gol, Alisson aparece como favorito, mas as oportunidades que Ederson recebeu durante o ciclo podem significar uma troca de primeiro goleiro. Já na lateral esquerda, Alex Sandro e Douglas Santos dividiram minutos de forma equilibrada, indicando uma disputa aberta pela posição.
No comando do ataque, Matheus Cunha foi o centroavante mais utilizado por Ancelotti, mas isso não significa que o italiano bateu o martelo. Contra o Egito, Igor Thiago começou entre os titulares, enquanto Endrick entrou no segundo tempo, marcou o gol da vitória e fortaleceu sua candidatura.
“O Endrick tem essa qualidade. É muito potente e bem posicionado na área. Teve a oportunidade e marcou. O Matheus pode não finalizar como o Endrick, mas é importante para a construção de jogo”, avaliou o técnico durante coletiva de imprensa.
Endrick: jogador atualmente joga pelo Lyon, da França (Richard Callis/Sports Press Photo/Getty Images)
A principal incógnita talvez seja a última vaga do time. Ela pode alterar não apenas um nome na escalação, mas também a estrutura tática da equipe. Nas últimas partidas, Ancelotti alternou entre um desenho mais ofensivo, com quatro jogadores de frente, e outro com três meio-campistas.
Se optar pela formação mais agressiva, Luiz Henrique aparece como favorito, embora Gabriel Martinelli e Rayan também agradem o técnico. Para reforçar o meio-campo, Lucas Paquetá e Danilo Santos podem ser os principais candidatos.
Há ainda a expectativa pelo retorno de Neymar, que o treinador já indicou pretender utilizar em uma função mais centralizada. Se estiver à disposição, o camisa 10 pode se tornar a principal arma brasileira no torneio.
“Temos líderes de nível muito alto. É um elenco formado por profissionais muito sérios, que gostam muito da Seleção. O ambiente é muito bom. Chegamos a esta última semana acreditando que estamos no caminho certo”, concluiu Ancelotti.

Com a saída de Wesley e a chegada de Ederson, veja qual será o time oficial do Brasil para a Copa do Mundo de 2026:
O Brasil, que faz parte do Grupo C, estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 13 de junho, contra o Marrocos, às 19h (horário de Brasília). O segundo jogo será contra o Haiti, no dia 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília). A última partida da fase de grupos será contra a Escócia, no dia 24 de junho, às 19h (horário de Brasília).
Brasil goleou o Panamá ( Foto: Rafael Ribeiro / CBF)