Negócios

Para Abinee, Petrobras privilegia fornecedor externo

Associação quer que empresa estabeleça porcentuais mínimos de conteúdo nacional por setor

A Petrobras disse que amplou o uso de equipamentos eletroeletrônicos nacionais (Germano Lüders/EXAME)

A Petrobras disse que amplou o uso de equipamentos eletroeletrônicos nacionais (Germano Lüders/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de dezembro de 2010 às 14h57.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, acusou hoje a Petrobras de priorizar fornecedores externos na fabricação de navios-plataforma. "Na área de petróleo e gás, a Petrobras anunciou investimentos de US$ 40 bilhões entre 2010-2014, uma oportunidade única na história. Mas no caso do nosso setor, perdemos muito, porque o fornecimento dos equipamentos eletroeletrônicos se faz através de pacotes fechados, priorizando fornecedores externos", afirmou Barbato.

Em resposta, o diretor da Transpetro, empresa de transportes da Petrobras, Agenor Junqueira, disse que o País vem avançando no uso de componentes locais. "Há sete, oito anos atrás, vivíamos em uma posição diferente. Nem estaríamos falando em conteúdo nacional", afirmou. "Hoje as unidades estão sendo feitas aqui. Hoje discutimos conteúdo local, antes nem isso", disse o executivo, destacando que a Petrobras está aberta para discutir meios de se ampliar a presença de componentes nacionais na indústria naval e offshore.

Segundo Barbato, os prazos definidos pela Petrobras são muito curtos, impedindo muitas vezes a indústria nacional de cumpri-los. Ele defendeu que sejam estabelecidos porcentuais mínimos de conteúdo local por setor para que apenas um segmento não seja privilegiado. "É muito fácil dizer que 60% dos navios são de conteúdo nacional, sendo que este porcentual se atinge só com aço usado no casco", afirmou Barbato, em evento da Abinee no Rio.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoIndústrias em geralAmérica LatinaDados de BrasilIndústria

Mais de Negócios

Após três falências, ele fatura R$ 21 milhões ensinando supermercados a dobrar os lucros

A estratégia em três passos para empreendedores saírem do modo de sobrevivência

Empresa de SC fatura R$ 500 milhões, turbina comando e acelera expansão

Menos confiança, mais risco: CEOs entram em 2026 sob pressão, diz pesquisa da PwC