O Grupo Pão de Açúcar sob pressão

Em um dia cheio de apresentações de resultados financeiros de companhias de varejo, a maior empresa do setor no país, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), é quem deve atrair mais atenção. Comandado pelo francês Casino, o grupo é dividido entre o setor “alimentar”, com Pão de Açúcar, Extra e Assaí Atacadista, e a Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio.

A Via Varejo divulgou seus resultados ontem, ao final do pregão. A receita total foi de 23,2 bilhões de reai, 8,7% a menos do que no mesmo período do ano passado. O prejuízo foi de 750 milhões de reais, o dobro de 2015. A estimativa do banco BTG Pactual é que a receita do setor alimentar seja de 11,7 bilhões, 12% a mais que no mesmo trimestre de 2015. Já o lucro deve cair mais de 51%, para 117 milhões.

Os resultados no setor alimentar foram impactados pela crise. De acordo com a empresa de pesquisas Nielsen, as vendas em 2016 em super e hipermercados foram 4,6% menores que em 2015, ano em que já haviam caído 1,2%. Se somar as lojas de “atacarejo”, a queda foi menor, de 3%. Isso se explica pelos bons resultados do Assaí Atacadista, que deve ter um aumento de 7,7% nas vendas em lojas abertas há mais de 12 meses.

Em novembro, o GPA anunciou que abriu o processo de venda da Via Varejo para focar no setor alimentar. Teriam interesse na companhia a chilena Falabella, o Grupo Steinhoff, da África do Sul, e a concorrente Lojas Americanas – que está fazendo uma nova captação de 1,5 bilhão com investidores, valor que bateria com os 43% de ações do GPA na companhia. A Via Varejo estava avaliada em pouco menos de 4 bilhões de reais antes do anúncio, mas já valorizou mais de um bilhão na bolsa. Também estariam sondando o grupo as chinesas Alibaba – que planeja entrar no país em 2017 – e Suning, além da sul-coreana Samsung. A questão é quem vai de fato investir para resolver parte dos problemas do GPA.

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