Nubank cria hub de tecnologia em Salvador, de olho em aumentar diversidade

Banco contratou a empreendedora social Monique Evelle para coordenar a criação do centro de tecnologia; em 2020, banco enfrentou polêmica sobre diversidade

Quase quatro meses após precisar rever sua estratégia de recrutamento, que antes dispensava ações afirmativas para inclusão de negros, o Nubank hoje é outra empresa.

A falta de diversidade no banco digital veio à tona em 2020 após uma fala da vice-presidente da instituição, Cristina Junqueira. Na época, ela disse que não poderia nivelar as equipes por baixo ao fazer contratações.

Com a repercussão ruim, os fundadores pediram desculpas e a empresa decidiu entrar no grupo de negócios que atuam proativamente para aumentar a diversidade racial dentro de suas equipes, o que muitas vezes envolve abrir mão de certas qualificações técnicas, como fluência em inglês e abrir vagas exclusivas para negros.

Em parceria com o Instituto Identidades do Brasil, o banco está investindo 20 millhões de reais para ampliar a diversidadeA mais recente medida é a criação do centro de tecnologia e experiência do cliente da empresa em Salvador (BA), o NuLab. Ele será comandado pela empreendedora social Monique Evelle.

Monique também atuará como consultora para as ações internas e externas de Diversidade e Inclusão do Nubank.

Evelle também será mentora das startups selecionadas pelo fundo semente a ser criado pelo banco digital para apoiar negócios fundados ou liderados por pessoas negras.

A consultora, eleita em 2017 uma das jovens mais promissoras com menos de 30 anos de idade pela Forbes Brasil e uma das 50 profissionais mais criativas do país pela Revista Wired, é criadora do Desabafo Social, um laboratório de tecnologias sociais.

Também é sócia da SHARP, um hub de inteligência cultural que utiliza métricas para soluções de marcas; e fundadora do Inventivos,  um ecossistema de aprendizagem.

Segundo o Nubank, tanto a contratação da consultora como a implantação do polo de inovação em Salvador, que pode contribuir para o desenvolvimento social e econômico da região, fazem parte do plano do banco para tornar o setor de tecnologia mais inclusivo e combater o racismo estrutural no Brasil.

"Desde que assumimos o compromisso de contribuir ativamente para construir um ambiente interno e externo mais inclusivo, estamos aprendendo muito. O Nubank é melhor hoje do que há três meses. E isso é fruto do empenho de todos os times para acelerar a nossa diversidade interna", afirmou a Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, em comunicado enviado à imprensa.

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