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Indústrias suspendem produção no Japão

Atividades econômicas estão devagar ou interrompidas no país. Neste sábado, praticamente todo o varejo permaneceu fechado

 (AFO)

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Da Redação

12 de março de 2011, 18h45

Tóquio - O terremoto que devastou a costa nordeste do Japão na sexta-feira, 11, afetou um amplo espectro de indústrias do país. Montadoras de automóveis, fabricante de eletrônicos, bebidas e siderúrgicas interromperam a produção após o tremor de 8,9 graus na escala Richter, que foi seguido por um tsunami com ondas de até dez metros. Toyota Motor Corp., Honda Motor Co. e Nissan Motor Co. informaram ter suspendido a produção em todas as fábricas do país. As empresas devem reavaliar a situação na segunda-feira.

O setor industrial tem sido afetado pelos constantes cortes de energia após o tremor, o que torna difícil manter as operações diárias. A situação pode se agravar se houver um colapso da usina nuclear Dai-ichi, da Tokyo Electric Power Co. (Tepco), danificada pelo terremoto. A Tepco pediu que seus clientes reduzam o uso de energia e disse que irá impor cortes "seletivos" a partir de domingo, 13.

A Toyota informou que suspendeu as operações de suas 12 fábricas japonesas para permitir que seus empregados e fornecedores se preocupem com a segurança de suas famílias. A empresa deve decidir apenas na segunda-feira quando retomará suas atividades. A Honda suspendeu a produção em quatro de cinco fábricas. A companhia informou que um funcionário de 43 anos, que trabalhava em seu centro de pesquisa e desenvolvimento em Tochigi, morreu durante o terremoto. Outros 30 ficaram feridos em várias outras unidades.

A Nissan suspendeu a produção em todas as seis unidades no Japão e disse que está avaliando os danos às suas instalações e equipamentos, além de estar negociando o recebimento de peças com seus fornecedores.

A fabricante de eletrônicos Sony Corp. interrompeu as operações em seis fábricas de componentes, como baterias, chips e smart cards nas províncias de Fukushima e Miyazaki. Em uma de suas fábricas em Miyagi, que produz fitas magnéticas e discos Blue-ray, todo o primeiro andar foi inundado e os funcionários ficaram abrigados no segundo andar.

A Panasonic Corp. informou hoje ter interrompido todas as operações em várias plantas que produzem máquinas digitais, produtos de áudio e componentes eletrônicos. Toshiba Corp. e Asahi Kasei Corp. também fecharam várias fábricas. A operadora Oriental Land Co. decidiu fechar por dez dias os parques temáticos da Disneylândia, em Tóquio, e a Disney Sea, nos arredores da capital, para avaliar os danos em ambos os locais.

Em outros setores, a refinaria de petróleo Cosmo Oil Co. informou que bombeiros ainda tentam apagar o fogo em sua unidade de Chiba, perto de Tóquio, enquanto a Kirin Holdings Co. comunicou que a fabricação de cerveja em sua unidade de Miyagi está comprometida. Quatro grandes depósitos da bebida foram danificados pelo terremoto. A siderúrgica JFE Steel Corp., unidade da JFE Holdings Inc., informou que sua unidade de Chiba não foi afetada, negando informes anteriores.

Em Tóquio, praticamente todo o varejo permaneceu fechado neste sábado. No movimentado distrito comercial de Harajuku, de pequenas butiques a grandes outlets estavam fechados neste sábado. As informações são da Dow Jones.