Keystone contrata Morgan Stanley e Bank of America para IPO

A empresa, controlada pela brasileira Marfrig, planeja vender uma participação ligeiramente maior do que 30%, disseram as pessoas

São Paulo - A Keystone Foods Holdings, fornecedora de carne para redes de fast-food dos EUA controlada pela brasileira Marfrig Global Foods, contratou o Morgan Stanley e o Bank of America para uma oferta pública inicial de ações para levantar cerca de US$ 750 milhões, disseram duas pessoas com conhecimento direto do assunto.

A empresa planeja vender uma participação ligeiramente maior do que 30 por cento, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque os detalhes não foram publicados.

A Marfrig e os dois bancos preferiram não comentar sobre os planos para o IPO.

A Keystone fornece frango para redes de fast-food como o McDonald’s e tem operações nos EUA, na Ásia e na Austrália.

A Marfrig, que é a segunda maior produtora de carne bovina do Brasil, confirmou na semana passada seu plano de realizar um IPO nos EUA. A empresa informou que usará os recursos para financiar seu crescimento e para outras finalidades.

Em dezembro, antes de a Marfrig decidir buscar uma venda de ações, o diretor financeiro da empresa, Eduardo Miron, disse que o IPO aumentaria o valor da empresa, já que as ações negociadas em São Paulo não refletem apropriadamente os múltiplos mais elevados que sua operação norte-americana alcançaria no mercado.

A Keystone respondeu por 55 por cento dos resultados ajustados da Marfrig antes de juros, impostos, depreciação e amortização em 2016, contra 42 por cento no ano anterior, segundo comunicados da empresa.

A margem de Ebitda da Keystone no primeiro trimestre foi um recorde de 9,4 por cento, enquanto a margem da unidade de carne bovina da Marfrig foi de 6,7 por cento.

As ações da Marfrig caíram 4,3 por cento na segunda-feira em São Paulo, para R$ 7,36, maior declínio desde 20 de março. As ações subiram nas últimas semanas em meio à especulação sobre o IPO.

O IPO planejado pela Keystone é similar aos passos adotados pela rival brasileira de maior porte da Marfrig, a JBS, que está planejando há um ano uma oferta em Nova York para seus negócios de fora do Brasil e para sua unidade doméstica de produção de frango.

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