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Inadimplência deve cair na virada do semestre, prevê Bradesco

Banco divulgou que seu índice de inadimplência acima de 90 dias subiu a 5,5 por cento no período

Dívidas: gradual melhora na economia do país deve levar o Bradesco a diminuir as provisões para perdas com calotes mais para o fim do ano (iStock/Thinkstock)

Dívidas: gradual melhora na economia do país deve levar o Bradesco a diminuir as provisões para perdas com calotes mais para o fim do ano (iStock/Thinkstock)

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Reuters

Publicado em 2 de fevereiro de 2017 às 12h46.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2017 às 13h48.

São Paulo - O índice de inadimplência acima de 90 dias do Bradesco pode começar a cair a partir do meio de 2017, disseram executivos do banco nesta quinta-feira.

"Vemos espaço para começar a cair no segundo semestre", disse o diretor de relações com o mercado do Bradesco, Carlos Firetti, durante teleconferência com jornalistas sobre os resultados do quarto trimestre.

Mais cedo, o banco havia divulgado que seu índice de inadimplência acima de 90 dias subiu a 5,5 por cento no período, ante 5,4 por cento no trimestre anterior e 4,1 por cento no fim de 2015. Foi a sétima alta sequencial seguida.

A combinação de lucro abaixo do esperado para o trimestre e previsões também decepcionantes do banco para 2017 pressionavam a ação PN do Bradesco, que caía quase 4 por cento às 12:32. No mesmo instante, o Ibovespa subia 0,3 por cento.

Firetti também disse na teleconferência que a gradual melhora na economia do país deve levar o banco a diminuir as provisões para perdas com calotes mais para o fim do ano.

O executivo disse ainda que a carteira de crédito para pessoas físicas deve crescer mais rápido que a de empresas e que o juro médio tende a cair, na esteira dos cortes da Selic.

"O mercado está entrando num processo de normalização das taxas, o espaço para reprecificação (para cima) do crédito acabou", disse Firetti.

O executivo revelou ainda que o banco pretende fazer novos testes de recuperação de ativos - impairment - trimestralmente, e que isso pode levá-lo a registrar novas perdas, porém elas tendem a ser menores do que os 1,26 bilhão de reais do quarto trimestre.

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