Greve na Petrobras?

A penúltima sexta-feira do ano marca o início de uma greve de funcionários da Petrobras em diversos estados, que poderá ser deflagrada “a qualquer momento”. Informa a nota da Federação Única dos Petroleiros que sindicatos do Rio de Janeiro, Amazonas, Paraná, Bahia, Espírito Santo, entre outros polos produtivos realizaram assembleias na última semana para decidir que cruzariam os braços. Os trabalhadores estão em campanha salarial e usaram o período parados para protestar contra “a venda de ativos, as privatizações e a perda de direitos da categoria”.

A principal paralisação acontece na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, responsável por 60% da produção brasileira de petróleo. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense lidera o pedido de reajuste do grupo, que rejeitou proposta de aumento de 6% retroativo a setembro mais 2,8% em fevereiro, sem aditivo. A estatal tenta ainda redução da jornada de trabalho, acompanhada de queda de salários.

Trazer consigo o quadro de funcionários é o principal obstáculo do presidente da empresa, Pedro Parente, nesse momento. Ele teve vitória recente no Congresso ao aprovar a lei que altera regras de exploração e desobriga a Petrobras de participar de todos os consórcios do pré-sal, e vem caminhando firme na meta de reduzir a dívida da companhia pela metade.

Nesta quarta-feira, após fechar a venda de fatias do pré-sal para o grupo francês Total, afirmou que trabalhará até 31 de dezembro para atingir a meta de venda de 15 bilhões de dólares para o período 2015-2016 – faltam ainda dois bilhões. Diz o presidente em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo que em cinco anos a Petrobras terá “virado a página” e “resgatado a credibilidade”, recuperando as receitas e diminuindo a dívida. Evitar que demanda salariais se transformem num pesadelo é parte importante deste processo.

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