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Graça: companhia de petróleo não é para qualquer um

Graça lembrou que a maior parte do crescimento da produção diária, de 2 milhões para 4 milhões de barris de petróleo por dia, entre 2010 e 2013, virá do pré-sal

Graça Foster, da Petrobras (Agência Petrobras/Divulgação)

Graça Foster, da Petrobras (Agência Petrobras/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 20 de abril de 2013 às 12h36.

São Paulo - Em meio às incertezas sobre a viabilidade econômica da OGX, petroleira de Eike Batista, a presidente da Petrobras, Graça Foster, exaltou hoje (20), o período de aprendizado de quase 60 anos da Petrobras, e afirmou, em palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo (SP), que a "companhia de petróleo não é para qualquer um". Segundo ela, "não é para qualquer executivo falar que vai fazer uma companhia de petróleo, chegar lá e fazer. Não é para dois, três anos", disse, sem citar executivo.

Na semana em que o Broadcast revelou que o déficit comercial da Petrobras mais quadruplicou no primeiro trimestre de 2013, ante igual período de 2012, de US$ 1,679 bilhão para US$ 7,396 bilhões, a presidente da Petrobras citou a área de trading da companhia, e afirmou que "os contratos de exportação e de compra são grandes oportunidades". "Uma das partes mais nobre da empresa é saber comprar e vender, estar relacionado no mercado", afirmou a executiva, que também é diretora da área internacional da estatal.

Graça lembrou que a maior parte do crescimento da produção diária, de 2 milhões para 4 milhões de barris de petróleo por dia, entre 2010 e 2013, virá do pré-sal e elogiou a taxa de sucesso nas descobertas na camada profunda. "A taxa de sucesso da Petrobras no pré-sal é e 84%. Se juntarmos com as outras áreas (no mar e na terra) é de 64%. No mundo, uma excelente taxa é de 30%", disse. "Portanto, estamos apenas começando".

Para uma plateia formada por estudantes, Graça Foster considerou o petróleo como uma atividade de alto risco e citou questões fiscais nos Estados Unidos, tensões em países do Oriente Médio, como exemplos. "Uma leve desaceleração na China por exemplo, mexe em preço. A Venezuela tem a maior reserva e, parada, mexe em preço", afirmou.

Ela voltou a falar que a política de preços da estatal é de médio e longo prazo, que a prioridade da Petrobras é produzir, depois vem o refino. "Nós temos muita liquidez quando vamos ao mercado de capital. Isso mostra a fortaleza e a solidez de empresa", disse.

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