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Goldman, BofA e JPMorgan financiam aposta do Nubank no México

O Nubank, que ainda não abriu capital, se expandiu fora do Brasil nos últimos anos com escritórios no México, Colômbia e Argentina

A unidade mexicana do Nubank, maior banco digital independente do mundo, vai receber uma injeção de US$ 135 milhões para impulsionar as operações na segunda maior economia da América Latina.

A fintech brasileira vai injetar US$ 70 milhões no Nu México, como a unidade é conhecida, enquanto JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Bank of America fornecerão linhas de crédito rotativas no valor de US$ 65 milhões, disse o diretor-geral Emilio González em entrevista.

O Nubank, avaliado em US$ 25 bilhões em uma rodada de financiamento no início do ano, se tornou uma das maiores instituições financeiras da América Latina, oferecendo produtos mais baratos e sem burocracia. A empresa lançou seu primeiro cartão de crédito no México em março de 2020, justo quando os casos de covid-19 avançavam no país.

“Apesar de termos começado em um período complicado, no meio de uma pandemia, percebemos que é um produto muito necessário no mercado”, disse González, do Nu México.

A empresa planeja dobrar a equipe no México para mais de 300 funcionários até o fim do ano, com a contratação de desenvolvedores, engenheiros e profissionais de marketing para apoiar a expansão em um país onde uma grande parte da população não tem acesso a serviços financeiros básicos.

Assim como no Brasil, o Nu México avalia se expandir além dos cartões de crédito e oferecer outros produtos, como programas de fidelidade, cartões de débito, empréstimos pessoais e seguros. Até o momento, o Nu México recebeu 1,5 milhão de pedidos de cartões de crédito, mas a empresa não informou quantos deles foram aprovados e quantos permanecem ativos.

O Nu México normalmente empresta entre US$ 200 e US$ 400 para usuários de cartão de crédito.

González, engenheiro mecânico formado em Stanford com mestrado na Harvard Business School, disse que o Nu México provavelmente receberá mais investimentos em 2022 e posteriormente, mas a empresa só deve atingir o ponto de equilíbrio depois de três a cinco anos. No Brasil, o Nubank ainda não dá lucro.

O Nu México não descarta aquisições que poderiam expandir sua presença no país, mas, por enquanto, não há alvos específicos à vista, disse o executivo.

O Nubank, que ainda não abriu capital, se expandiu fora do Brasil nos últimos anos com escritórios no México, Colômbia e Argentina. A fintech captou mais de US$ 1,2 bilhão nos últimos sete anos com o apoio de investidores como Sequoia, Tencent e GIC.

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