Gerdau nega que esteja negociando compra da Usiminas

Siderúrgica é apontada como maior rival da CSN pelo controle da empresa

São Paulo – A Gerdau negou, nesta sexta-feira, que esteja negociando a compra da fatia de 26% da Usiminas hoje em poder da Camargo Corrêa e da Votorantim. A siderúrgica gaúcha é apontada pelo mercado como a maior rival da CSN na disputa pela compra desse bloco de ações.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Gerdau afirmou que “sua posição de não estar envolvida em negociações para a aquisição da Usiminas.”

Desde que veio à tona a notícia de que Benjamin Steinbruch, dono da CSN, teria ofertado 5 bilhões de reais pelo lote de ações da Usiminas, circulam também rumores de que a Nippon Steel, hoje a maior acionista da siderúrgica, com 27,8%, teria procurado a Gerdau para que entrasse no capital da Usiminas, impedindo o avanço da CSN.

A Nippon Steel não apreciaria a ideia de dividir o comando da Usiminas com Steinbruch por problemas que já tiveram com o empresário. O grupo japonês já foi seu sócio na Namisa, a empresa que reúne os ativos de mineração da CSN. As divergências quanto à gestão do negócio, no entanto, levaram a Nippon Steel a deixar a parceria.

Sócio briguento

O ponto é que, se Steinbruch tiver êxtio em adquirir o lote da Camargo Corrêa e da Votorantim, terá uma participação maior que a dos japoneses - cerca de 37%. Com isso, terá uma posição bem sólida para dar as cartas na Usiminas, embora sem o controle absoluto.

A Nippon Steel tem o direito de preferência na compra das ações em poder das empresas brasileiras. Desde que Steinbruch começou a comprar ações da Usiminas na Bovespa, a reação dos donos da siderúrgica foi negativa. Uma das medidas foi antecipar a renovação do acordo de acionistas, agora com vencimento em 2030.

Agora, sem a Gerdau na disputa, o caminho de Steinbruch até a Usiminas está um pouco mais livre - mesmo que isso contrarie seus eventuais futuros sócios.

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