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Fusão da Embratel com Claro pode tirar espaço de Cox

Nova operadora teria o potencial de chegar à liderança do mercado em apenas um ano, segundo especialistas

Lojas Claro: com mudança, Cox presidiria apenas área de telefonia móvel (.)

Lojas Claro: com mudança, Cox presidiria apenas área de telefonia móvel (.)

Tatiana Vaz

Tatiana Vaz

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

São Paulo -- Como em toda grande reestruturação, a eventual fusão da Embratel com a Claro promoveria uma dança de cadeiras e um rebalanceamento de poder. E, nesse processo, o atual presidente da Claro, João Cox, corre o risco de perder espaço. Para quem acompanha o setor, o executivo acabaria ocupando um cargo de liderança na área de telefonia móvel da futura empresa.

O mais cotado para a presidência da nova operadora é o mexicano José Formoso Martínez. Desde janeiro de 2008, o executivo preside a Embratel. Antes, já havia atuado como vice-presidente e diretor-geral da companhia para a América Latina por três anos. Além da experiência, pesaria a favor de Martínez a sua proximidade com Carlos Slim, o bilionário mexicano que controla a Embratel e a Claro. Ele estaria, por isso, mais alinhado às suas estratégias de negócio.

Além disso, alguns traços de personalidade de Cox o atrapalhariam. A fama de executivo pouco maleável e aberto à críticas de Cox pesaria a favor na decisão. "A pergunta, agora, é quanto tempo ele irá se sujeitar a um cargo subordinado a um ex-colega de trabalho", observa um especialista muito familiarizado com o setor.
 

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