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Fiat dita tom positivo para setor automotivo

Milão - A montadora italiana Fiat informou nesta quarta-feira que pode aumentar suas metas para este ano, definindo um tom positivo para o setor. O lucro do segundo trimestre da companhia superou expectativa depois que a empresa cortou custos e vendeu modelos mais modelos de preço maior. A Fiat, que tem 20 por cento da norte-americana […]

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Jo Winterbottom

Publicado em 10 de outubro de 2010 às, 03h40.

Milão - A montadora italiana Fiat informou nesta quarta-feira que pode aumentar suas metas para este ano, definindo um tom positivo para o setor. O lucro do segundo trimestre da companhia superou expectativa depois que a empresa cortou custos e vendeu modelos mais modelos de preço maior.

A Fiat, que tem 20 por cento da norte-americana Chrysler, também está prosseguindo com o plano para separar a divisão automotiva do restante das atividades industriais do grupo, com financiamento de 4 bilhões de euros e data para aprovação pelos acionistas.

A companhia é a primeira montadora europeia a divulgar resultados trimestrais. Analistas gostaram dos resultados, mas se mostraram preocupados com o restante do ano.

"O primeiro semestre foi o melhor dos mundos para as grandes montadoras europeias. Agora está ficando mais difícil, agora que os volumes estão caindo, vai ficar mais difícil segurar os preços", disse Arndt Ellinghorst, analista do Credit Suisse.

Incentivos governamentais europeus para a troca de carros velhos por novos ajudaram as montadoras durante a crise financeira internacional, mas os programas de estímulo estão acabando e os investidores querem saber o quão sólida será a recuperação na demanda por veículos.

A Fiat informou que o lucro antes de juros, impostos e eventos não recorrentes do trimestre passado subiu para 651 milhões de euros (841 milhões de dólares), ante 310 milhões de euros um ano antes. A receita líquida avançou 12,5 por cento, para 14,8 bilhões.

A estimativa média do mercado para o lucro era de ganho de 380 milhões de euros, segundo previsões divulgadas pela Fiat. A montadora informou que a forte performance deveu-se a "significativa melhora na margem para 4,4 por cento, atribuída a volumes maiores, melhor conjunto de vendas e ganhos com medidas de contenção de custos".

Alguns analistas alertaram que a maior parte da força do desempenho do grupo foi produzida pela divisão de máquinas e equipamentos agrícolas e de construção CNH. "Foi a CNH. Foi 100 por cento puxado pela CNH", afirmou Ellinghorst, do Credit Suisse.

A CNH será separada das divisões automotivas na separação do grupo para Fiat Industrial. O presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, quer melhorar a avaliação de ambas as atividades pelo mercado. A separação está marcada para 1o de janeiro de 2011 e uma data provisória de 16 de setembro foi marcada para os acionistas aprovarem a operação.

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