Alexandre Ribas, CEO da Falconi: “O principal desafio é transformar essa percepção de risco em processos, tecnologia e disciplina de execução. Esse ainda é um ponto de maturidade desigual no país.”
EXAME Solutions
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 10h00.
A instabilidade que marcou as cadeias globais de suprimentos desde a pandemia de Covid-19 segue produzindo efeitos duradouros sobre a gestão das empresas. Tensões geopolíticas, disputas comerciais e o avanço da complexidade regulatória ampliaram custos, alongaram prazos e evidenciaram fragilidades estruturais em diferentes setores. No Brasil, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a maior parte das empresas industriais enfrenta dificuldades recorrentes para acessar insumos críticos, reflexo da dependência externa e da volatilidade internacional.
Nesse contexto, a resiliência das cadeias de suprimentos deixou de ser um tema operacional para se tornar uma questão estratégica nas organizações. Segundo Alexandre Ribas, CEO da Falconi, empresas que adotaram uma gestão de riscos estruturada, com visão integrada de ponta a ponta, têm demonstrado maior capacidade de resposta a choques recentes.
“O Brasil conta com vantagens estratégicas importantes, como diversidade de fornecedores locais e uma base industrial relativamente ampla. No entanto, o Global Risks Report, do Fórum Econômico Mundial, do qual a Falconi é parceira, reforça que a volatilidade geopolítica e as interrupções logísticas estão entre os maiores riscos globais para os próximos dez anos, e o Brasil está plenamente inserido nesse contexto”, explica Ribas. “O principal desafio é transformar essa percepção de risco em processos, tecnologia e disciplina de execução. Esse ainda é um ponto de maturidade desigual no país”, conclui.
A complexidade regulatória surge como outro vetor de pressão relevante. Relatórios internacionais apontam a chamada “hiper-regulação” como um dos principais riscos à competitividade global na próxima década. Para lidar com esse cenário, é preciso ter modelos de governança mais robustos, integração entre áreas e decisões orientadas por dados.
Empresas que conseguem traduzir normas e exigências legais em indicadores práticos de gestão tendem a reagir com mais agilidade às mudanças e a reduzir vulnerabilidades operacionais.
A tecnologia aparece como um elemento central nessa equação. O uso de monitoramento digital, análise preditiva e inteligência artificial permite antecipar gargalos logísticos, simular cenários geopolíticos e mensurar impactos financeiros antes que eles se materializem.
Os detalhes e possíveis soluções para esse cenário complexo foram tema da conversa entre Alexandre Ribas e Mitchel Diniz, editor de Invest na EXAME, em mais um episódio da nova temporada da série ‘2026: Desafios & Oportunidades’. Confira!
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