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Engenheiro cria rival do Google na lavanderia de casa — e ele só precisou de IA e peças velhas

Instalado ao lado da lavadora, o servidor do Searcha Page mostra como o avanço dos modelos de linguagem está permitindo que profissionais independentes desenvolvam soluções tecnológicas antes restritas a grandes corporações

 (Imagem/Unsplash)

(Imagem/Unsplash)

Publicado em 15 de setembro de 2025 às 10h29.

O avanço da inteligência artificial está abrindo espaço para novos protagonistas no setor de tecnologia.

O engenheiro Ryan Pearce é um exemplo disso. Ele desenvolveu, de forma independente, um buscador capaz de acessar e organizar informações de bilhões de sites. O mais inusitado é que o servidor que sustenta toda a operação fica na lavanderia da sua casa.

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Um negócio bilionário feito na lavanderia de casa

Pearce é o criador do Searcha Page, que também possui uma versão com foco em privacidade, chamada Seek Ninja. Ambos os sistemas funcionam a partir de uma infraestrutura montada com equipamentos reaproveitados, instalada dentro de casa, segundo informações da Fast Company.

O servidor já acumula mais espaço de armazenamento do que o Google tinha no ano 2000. E embora esteja fisicamente limitado a um cômodo doméstico, o projeto impressiona. São mais de 2 bilhões de páginas indexadas, com expectativa de dobrar esse número nos próximos meses.

Apesar do caráter improvisado da operação, o desempenho do mecanismo de busca é robusto. E isso graças ao uso estratégico da inteligência artificial.

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Pearce utiliza modelos de linguagem de grande porte (LLMs) para expandir termos de busca, compreender melhor o contexto das consultas e oferecer resultados mais relevantes. O uso de IA tornou o projeto possível tecnicamente — e financeiramente viável.

Ele começou com US$ 5 mil e peças velhas

Com cerca de US$ 5.000, ele adquiriu peças de alto desempenho vendidas a preços reduzidos no mercado secundário. Um processador, que custava mais de US$ 3.000 em 2020, foi comprado por menos de US$ 200. O conceito, segundo ele, é aproveitar o ciclo de desvalorização de máquinas ainda muito potentes.

Além da infraestrutura física, Pearce recorre a ferramentas amplamente acessíveis. Utiliza o modelo Llama 3 e treina seu sistema com dados do Common Crawl — um repositório público da web. Ao todo, o projeto já acumula 150 mil linhas de código escritas manualmente, com apoio da IA para testes e validações rápidas.

Mesmo com limitações, o mecanismo de busca já atrai atenção global. Um usuário da China chegou a solicitar acesso ao Seek Ninja para treinar seu próprio agente de IA sem censura.

Pearce planeja migrar o sistema para um data center no futuro, mas por enquanto mantém tudo operando em casa. “Não vai ficar nessa lavanderia para sempre”, afirma.

Essa é a grande oportunidade da década

Mais do que uma curiosidade técnica, o caso evidencia uma mudança profunda no setor de tecnologia. O acesso cada vez mais amplo a modelos de IA está reduzindo barreiras históricas de entrada. Profissionais com conhecimento técnico e criatividade já conseguem desenvolver soluções de alto nível, sem depender de grandes equipes ou orçamentos milionários.

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Nesse contexto, a inteligência artificial se consolida como a principal oportunidade de carreira da década. Dominar essas ferramentas permite a qualquer profissional — seja da engenharia, da ciência de dados ou do desenvolvimento de produtos — atuar em projetos com potencial global.

E, como mostra Pearce, muitas vezes, o ponto de partida pode ser o lugar mais improvável da casa.

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