Embraer formaliza à Anac pedido de certificação para 'carro voador'

A Eve oficializa o compromisso de demonstrar cumprimento com os padrões técnicos internacionais e requisitos de aeronavegabilidade obrigatórios para a certificação
O eVTOL da Eve é uma aeronave de pouso e decolagem vertical totalmente elétrica (Embraer/Divulgação)
O eVTOL da Eve é uma aeronave de pouso e decolagem vertical totalmente elétrica (Embraer/Divulgação)
E
Estadão Conteúdo

Publicado em 10/02/2022 às 13:46.

Última atualização em 11/02/2022 às 15:46.

A Eve, empresa da Embraer, formalizou o processo para obtenção de um certificado de Tipo para o projeto do eVTOL (modelo de carro voador) junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com isso, a Eve oficializa o compromisso de demonstrar cumprimento com os padrões técnicos internacionais e requisitos de aeronavegabilidade obrigatórios para a certificação.

Com o apoio da Anac, a Eve dará continuidade às interações com as principais autoridades aeronáuticas estrangeiras, formalizando em breve o processo de validação do certificado de acordo com sua estratégia global de negócio. "Do ponto de vista da regulação há muito trabalho a ser feito, não somente em relação à tecnologia da aeronave, mas na definição de todo ecossistema", diz Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac.

O eVTOL da Eve é uma aeronave de pouso e decolagem vertical totalmente elétrica. De acordo com a Embraer, a aeronave, projetada com foco nos usuários, proporcionará um transporte confortável, com baixo ruído e zero emissões de carbono.

"A formalização do processo de certificação do eVTOL é um passo importante para a continuidade das discussões que vêm sendo realizadas entre Eve e Anac em direção à certificação do veículo para mobilidade urbana", aponta Luiz Felipe Valentini, diretor de tecnologia da Eve.

Em dezembro do ano passado, a Eve e a Sydney Seaplanes, empresa da Austrália, anunciaram uma parceria para iniciar a implantação de operações de táxi aéreo elétrico na cidade de Sydney, com uma encomenda inicial de 50 aeronaves a ser entregue a partir de 2026.