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Apresentado por Financial Times

Em NY, o Piauí mostra sua vocação em áreas como energia limpa, agricultura e turismo

Representantes do estado e parceiros da iniciativa privada se reuniram na Big Apple para debater as oportunidades de negócio em setores estratégicos da economia

Investing in Piauí: Michael Stott, editor do Financial Times para a América Latina, entrevista o governador Rafael Tajra Fonteles e o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida
 (FINANCIAL TIMES/Divulgação)

Investing in Piauí: Michael Stott, editor do Financial Times para a América Latina, entrevista o governador Rafael Tajra Fonteles e o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida (FINANCIAL TIMES/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 3 de junho de 2024 às 15h00.

Última atualização em 11 de junho de 2024 às 10h13.

As principais demandas econômicas e sociais para as próximas décadas estão bem estabelecidas. Segurança alimentar é crucial, num cenário de crescimento populacional concentrado nas regiões mais carentes do planeta.

Também será necessário aumentar a capacidade de produzir energia – e ela precisa ser renovável. A mineração permanece crucial para processos industriais decisivos para o futuro, tanto quanto a indústria do turismo nacional se recupera e se profissionaliza.

Além disso, a capacidade de inovar, implementando soluções disruptivas capazes de proporcionar eficiência e redução de emissões, é fundamental. E depende de um grande esforço do setor educacional em se reinventar diariamente.

A reinvenção do Piauí


São demandas globais diversas, cada qual com suas próprias características, necessidades de investimentos e tempo de maturação. E o Piauí vem avançando em cada uma delas. “Somos o estado que registrou o maior aumento do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Nordeste nas últimas duas décadas. E agora estamos posicionando nossa estratégia de desenvolvimento em uma série de áreas”, explica o governador Rafael Tajra Fonteles.

Foi para apresentar os resultados de momento e os planos de futuro do Piauí que lideranças locais e parceiros da iniciativa privada, além de órgãos públicos dedicados ao fomento, como o Banco do Brasil, se reuniram em Nova York no último dia 17 para o evento “Investing in Piauí - Exploring business opportunities and delivering sustainable growth”, uma realização do jornal Financial Times e da agência de atração de investimentos Investe Piauí e que contou com o apoio da EXAME.

Aliás, o governador, pessoalmente, tem liderado estes esforços de divulgar as ações do estado. “Realizamos nove missões internacionais em 16 meses de governo. Queremos apresentar o potencial do Piauí para os investidores”, disse ele, que também já liderou um evento semelhante em São Paulo.

Hidrogênio verde

Na abertura do evento, o embaixador Adalnio Senna Ganem, cônsul-geral do Brasil em Nova York, lembrou que as ações do Piauí estão alinhadas com as prioridades do Brasil em sua relação bilateral com os Estados Unidos: “A nossa agenda com os Estados Unidos reflete as novas perspectivas do Brasil na agenda contemporânea: desenvolvimento sustentável, meio ambiente, transição energética e integração de cadeias produtivas”, ele apontou.

Adalnio Senna Ganem, cônsul-geral do Brasil em Nova York: ações do Piauí alinhadas às prioridades do Brasil em sua relação bilateral com os EUA (FINANCIAL TIMES/Divulgação)

Adalnio Senna Ganem, cônsul-geral do Brasil em Nova York: ações do Piauí alinhadas às prioridades do Brasil em sua relação bilateral com os EUA

Uma das prioridades do estado é fortalecer seu parque de geração de energia renovável. Além de liderar iniciativas em parques eólicos e de energia solar, o Piauí investe em projetos concretos de desenvolvimento de hidrogênio verde. “Temos dois projetos concretos, em fase de licenciamento, com decisão de investimento e cronograma de obras”, informou o governador.

Sozinho, um deles já tem como objetivo produzir 10 gigawatts, cinco vezes mais do que a segunda iniciativa mais ambiciosa do gênero, implementada na Arábia Saudita. Trata-se de uma iniciativa conduzida em parceria com a Solatio, uma empresa pioneira em energia solar no país.

“Conseguiremos produzir 3 gigawatts já em 2028”, anunciou o presidente da companhia, Pedro Vaquer Brunet. “No início, a tendência é que o hidrogênio seja exportado para a Europa. Mas esperamos que ele se torne fator de atração de indústrias relevantes e estratégicas para o Brasil, por exemplo, a indústria de fertilizantes”, comentou, lembrando que o país hoje é importador do insumo.

Foco na agroindústria

Ao longo do evento, iniciativas em outros setores da economia foram apresentadas, como a disposição do estado para fortalecer o turismo, especialmente na região do delta do rio Parnaíba, e a mineração.

“Somos a nova fronteira mineral do país. Encontramos minério de ferro a apenas cerca de 100 quilômetros do porto e temos no sul do estado a segunda maior reserva de níquel do Brasil”, anunciou o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida.

Investing in Piauí: evento foi uma oportunidade para os participantes reforçarem o networking e conhecerem melhor as propostas do Piauí para o futuro (FINANCIAL TIMES/Divulgação)

Investing in Piauí: evento foi uma oportunidade para os participantes reforçarem o networking e conhecerem melhor as propostas do Piauí para o futuro

O investimento no agronegócio ocupou um espaço especial na programação. Afinal, o Piauí faz parte da região do Matopiba, que compreende os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e vem se destacando com um rápido crescimento da produção, marcado também pela diversificação de atividades e da instalação de novos processos industriais ligados à agricultura e à pecuária.

“Assim como o sudeste da Bahia foi transformado pelo algodão, que chamamos de ‘ouro branco’, o Piauí, que já se destaca com a soja e o milho, tem condições climáticas para produzir algodão de alta qualidade”, apontou Alzir Aguiar Neto, CEO do Grupo AZN.

A inovação também está no centro da estratégia do estado. “A partir do ano que vem, todos os estudantes de ensino médio do estado terão atividades em tempo integral, que vai incluir ensino técnico.

O currículo também terá aulas de empreendedorismo e de inteligência artificial”, anunciou o governador. “Assim, vamos realizar, em poucos anos, um salto na qualidade da mão de obra, assim como vamos incentivar o espírito empreendedor dos nossos jovens.”

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