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Denise Maidanchen, CEO da Quanta Previdência (Divulgação/Divulgação)
Editor da Região Sul
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 17h31.
Quando Denise Maidanchen assumiu a liderança da Quanta Previdência, a instituição ocupava a 273ª posição em número de participantes entre as entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) — organizações sem fins lucrativos que administram planos de aposentadoria para grupos específicos de pessoas. À época, a atuação era regional, com baixa visibilidade nacional e estrutura ainda em consolidação.
Duas décadas depois — e com mudanças relevantes implementadas ao longo de sua gestão — a entidade alcançou a terceira posição nacional em número de participantes, em um mercado que reúne cerca de 300 EFPCs.
Hoje, a Quanta soma 244 mil participantes, administra R$ 8,1 bilhões em patrimônio social, possui capital segurado de R$ 59,8 bilhões e opera planos para mais de 50 cooperativas, 20 empresas e 11 distribuidores. Em 2025, a entidade registrou expansão de 14,87% no patrimônio, mais que o dobro da média das entidades fechadas e superior ao avanço da previdência complementar como um todo, que ficou em 7%.
“Nosso foco sempre foi construir escala com base em governança e sustentabilidade, não crescimento a qualquer custo”, afirma Denise.
A relação de Denise com a Quanta antecede o cargo de CEO. Ela foi a primeira funcionária da entidade, criada em 2004, e participou diretamente da estruturação do projeto desde sua fase inicial. Atuou na organização do modelo operacional, no desenho institucional e na consolidação das bases que permitiriam a expansão nos anos seguintes.
A criação da Quanta teve origem no ambiente cooperativista catarinense. Ainda quando atuava na Unicred, o médico pediatra e cooperativista Euclides Reis Quaresma identificou que a classe médica não estava adequadamente estruturada para a aposentadoria. A partir dessa constatação, concebeu a criação de uma entidade de previdência complementar voltada a esse público.
“O projeto nasceu de uma demanda concreta, não de uma oportunidade de mercado abstrata”, diz Denise. Segundo ela, o desafio inicial foi estrutural: “Desde o início, ficou claro que não bastava criar um plano. Era preciso construir uma instituição com governança, processos e capacidade de escalar no longo prazo”.
Coube a Denise conduzir o desenvolvimento do projeto e transformar a proposta inicial em uma operação funcional, regulada e sustentável — base sobre a qual a entidade cresceria nos anos seguintes.
Denise nasceu em Papanduva, município do Planalto Norte de Santa Catarina, com cerca de 36 mil habitantes, e é neta de imigrantes ucranianos. A origem e a herança familiar influenciaram sua forma de pensar gestão. “A origem no interior e a herança familiar de imigrantes influenciaram minha forma de pensar gestão, com foco em disciplina, planejamento e visão de longo prazo. Em previdência, isso é determinante”, afirma.
Formada em Administração pela Esag/Udesc, possui especializações em Investimentos, Previdência Complementar e Gestão de Pessoas. Antes de assumir posições executivas, teve passagens por instituições como o HSBC Brasil e a Unicred, experiências que ajudaram a consolidar sua atuação em previdência, cooperativismo e gestão de participantes.
Denise iniciou sua carreira na área de marketing, experiência que contribuiu para o desenvolvimento de habilidades ligadas à comunicação corporativa. Aos 25 anos, migrou para o mercado financeiro, com foco em investimentos e previdência complementar — movimento que se alinhou ao seu interesse acadêmico por educação financeira. “A previdência sempre foi tratada como algo distante, quando, na prática, ela define escolhas de vida no longo prazo”, afirma.
Com o tempo, Denise passou a ocupar cargos de liderança, acompanhando a expansão da Quanta e a ampliação de sua atuação nacional. Sob sua gestão, a entidade passou por revisões de governança, modernização de processos, investimentos em tecnologia e fortalecimento da cultura organizacional.
Além de CEO da Quanta Previdência, ela é presidente do LIDE Mulher Santa Catarina e diretora executiva da Abrapp, entidade que representa o sistema de previdência complementar fechada no Brasil. A Quanta também administra o Precaver, maior plano instituído do país, consolidando sua posição no segmento associativo e cooperativista.
Paralelamente à gestão executiva, Denise participa do debate sobre previdência complementar, longevidade e futuro do trabalho. É autora do livro “Economia Prateada: o poder da longevidade no mundo dos negócios”, que analisa os impactos econômicos e sociais do envelhecimento da população e os desafios associados ao financiamento da aposentadoria.
Em 2023, recebeu o prêmio Empresária do Ano do LIDE Mulher Santa Catarina, reconhecimento relacionado à sua atuação institucional e executiva.
O desempenho da Quanta ocorre em um momento de expansão do mercado de previdência complementar no Brasil. Em junho de 2025, os recursos administrados pelas entidades de previdência complementar — incluindo abertas e fechadas — atingiram cerca de R$ 3,11 trilhões, o equivalente a aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto do país. Desse total, as EFPCs detinham cerca de R$ 1,36 trilhão em ativos investidos, com grande parte alocada em títulos públicos federais e outros instrumentos financeiros, o que demonstra o papel do segmento na formação de poupança de longo prazo no país.
A trajetória da Quanta, da condição periférica ao protagonismo nacional, reflete um modelo de crescimento baseado em governança, execução consistente e foco no longo prazo — atributos centrais em um setor responsável por administrar recursos e expectativas de milhões de brasileiros.