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Déficit comercial da Petrobras cai pela metade

Chama atenção a queda de 43,9% nas importações, as quais somaram US$ 10,43 bilhões entre janeiro e junho


	Os dados incluem apenas as operações feitas pela Petróleo Brasileira SA Petrobras, principal empresa do grupo, e não por controladas que possuem outro CPPJ
 (Dado Galdieri/Bloomberg)

Os dados incluem apenas as operações feitas pela Petróleo Brasileira SA Petrobras, principal empresa do grupo, e não por controladas que possuem outro CPPJ (Dado Galdieri/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 21 de julho de 2015 às 14h11.

São Paulo - O déficit comercial da Petrobras caiu pela metade no primeiro semestre de 2015, em consequência do menor consumo doméstico de combustíveis e menor necessidade de importação de diesel.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) apontam que, de janeiro a junho deste ano, a diferença entre importações e exportações feitas pela estatal totalizou US$ 5,72 bilhões.

O montante é 54,5% inferior ao déficit comercial de US$ 12,57 bilhões acumulado pela Petrobras no primeiro semestre de 2014.

Chama atenção a queda de 43,9% nas importações, as quais somaram US$ 10,43 bilhões entre janeiro e junho. No mesmo período do ano passado as importações ultrapassaram a marca de US$ 18 bilhões.

As exportações, por sua vez, encolheram 21,55% em igual base comparativa e totalizaram US$ 4,72 bilhões.

Os dados incluem apenas as operações feitas pela Petróleo Brasileira SA Petrobras, principal empresa do grupo estatal, e não por controladas que possuem outro CPPJ, caso da BR Distribuidora, por exemplo.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a importação de gasolina e diesel a partir do Brasil apresentou queda de 7,9% em volume entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo intervalo de 2014.

Como o preço do petróleo e dos derivados também está em queda no mercado internacional, os desembolsos com a importação de gasolina e diesel encolheram 41,5% no período e somaram US$ 3 bilhões.

A retração das importações é explicada principalmente pelo menor consumo de diesel, combustível utilizado por caminhões e cuja demanda está associada diretamente com o desempenho da economia brasileira.

Os dados da ANP apontam uma queda de 20,8% nas importações de diesel, em volume. Em valores transacionados, a diferença é ainda maior, de 48,2%, com um total de US$ 2,17 bilhões em compras externas.

Os números da ANP também mostram uma queda expressiva no volume de petróleo importado. Entre janeiro e junho, a diferença chega a 24,1% em 2015.

Em valor transacionado, houve queda de 56,8%, com um total de US$ 3,13 bilhões em importações feitas a partir do Brasil.

A importação total de derivados do petróleo movimentou US$ 6,09 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo a ANP. O montante representa um encolhimento de 37,1% em relação ao acumulado no mesmo período de 2014.

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