CVM abre mais dois inquéritos contra a JBS e um contra a Eldorado

Inquéritos são decorrentes de processos administrativos abertos pela autarquia para investigar as empresas

Rio - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta quinta-feira, 28, que abriu dois novos inquéritos administrativos envolvendo a JBS e um contra a Eldorado Brasil Celulose S.A, ambas empresas controladas pela J&F. Os inquéritos são decorrentes de processos administrativos abertos pela autarquia para investigar as empresas. Com isso, sobem para três os inquéritos administrativos abertos contra a JBS, que coleciona ainda seis processos administrativos em análise, e três processos sancionadores com acusação já formulada em andamento.

Até o momento, a CVM julgou apenas um processo administrativo sancionador, para apurar eventual responsabilidade de Jeremiah Alphonsus O'Callaghan, diretor de Relações com Investidores da JBS S.A., por não inquirir os administradores e controladores da JBS a respeito das informações referentes à celebração dos acordos de colaboração premiada, veiculadas na imprensa no dia 17 de maio de 2017, e por divulgar intempestivamente e de forma inapropriada comunicado ao mercado com informações sobre Fato Relevante.

O julgamento foi realizado em julho deste ano e decorreu em multa de R$ 200 mil pela falta de divulgação do Fato Relevante.

Os processos envolvendo a JBS na CVM tratam de temas tão diversos quanto suspeitas de influência no Conselho de Administração da BRF, empresa com a qual concorrem em alguns segmentos, ou o uso de aeronave da companhia por Joesley Batista.

Todos decorrem de informações que vieram à tona com as apurações iniciadas após se tornar pública a gravação da conversa de Joesley com o presidente Michel Temer e a delação premiada dos irmãos Batista, em maio de 2017.

Os novos processos administrativos, instaurados em 27 de dezembro, envolvem apuração de irregularidades relacionadas à possível inobservância dos deveres do acionista controlador e dos administradores da JBS S.A. em função de práticas tornadas públicas pelo acordo de colaboração premiada celebrado por sete administradores da companhia e sua acionista controladora (J&F Investimentos) com o Ministério Público; à possível inobservância dos deveres fiduciários dos administradores da BRF S.A. em função de práticas tornadas públicas pelo acordo de colaboração premiada celebrado por administradores e controladores da JBS S.A. com o Ministério Público Federal; e à possível inobservância dos deveres do acionista controlador e dos administradores da Eldorado Brasil Celulose S.A. em função de práticas tornadas públicas no âmbito da Operação Greenfield e posteriormente incluídas no acordo de colaboração premiada celebrado por administradores da Companhia com o Ministério Público Federal.

Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido o posicionamento das partes citadas.

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