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Para corretora, minoritário da Klabin Segall saiu prejudicado

Incorporação de ações da Agra e Veremonte prejudicou os demais acionistas, diz Fator

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

A "associação estratégica", como foi batizada a operação envolvendo Klabin Segall, Agra e Veremonte, tem como objetivo reforçar a estrutura de capital da Klabin Segall, construtora bastante penalizada pela crise financeira internacional. No entanto, na opinião da corretora Fator, os termos acordados na negociação deixam os acionistas minoritários em desvantagem em relação aos antigos acionistas controladores. A corretora atribuiu à operação como sendo "negativa" para os minoritários.

A operação consiste na criação da holding Pirineus Participações, controlada pela Agra (35%) e Veremonte (65%), que será incorporada pela Klabin Segall. Dessa forma, após a incorporação, a Agra e Veremonte passarão a deter 58% do capital social da Klabin Segall e a participação dos acionistas minoritários será diluída em 36%, segundo cálculos da Fator.

Antes de ser adquirida, a holding será capitalizada pela Veremonte em 100 milhões de reais e em 10 milhões de reais pela Agra, além de alguns ativos imobiliários que possuem um valor de venda de aproximadamente 355 milhões de reais.

Após a associação, a Klabin Segall continuará a operar normalmente como companhia aberta no Novo Mercado da Bovespa. A novidade dessa transição, segundo a corretora Fator, é que os administradores Sérgio de Tolledo Segall, Antônio Setin e Oscar Segall não continuarão na empresa.

Ponto negativo

Apesar da corretora Fator avaliar que a negociação é positiva para a Klabin Segall no longo prazo porque ajuda a capitalizá-la, os analistas Eduardo Silveira e Sami Karlik afirmam que os minoritários vão sair perdendo pois eles não têm direito de retirada e os antigos acionistas controladores vão receber um valor garantido mais alto pela sua participação.

Além disso, a corretora estima, que após a saída dos majoritários e o término da operação, a quantidade de ações negociadas no mercado (free float) passará de 63% para 27%. "Por ora colocamos nossa recomendação e preço-alvo para as ações da Klabin Segall em revisão", afirmou a corretora Fator em relatório.
 

Às 13h40, as ações ordinárias da Klabin Segall (KSSA3) subiam 3,28%, para 3,15 reais.

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