Silvia Maria Coleraus, da Maná do Brasil: atendimento próximo, que chama clientes pelo nome e busca não dizer “não” às demandas especiais (Divulgação/Divulgação)
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 06h01.
Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 12h13.
A Maná do Brasil é uma empresa especializada em refeições coletivas, com foco principal na operação de restaurantes corporativos dentro de empresas e hospitais.
Ou seja, a companhia assume tudo aquilo que não faz parte do core business do cliente. Essa definição, segundo a sócia Silvia Maria Coleraus, traduz bem o papel da empresa no dia a dia das organizações.
Fundada em 1997, em Joinville, no norte de Santa Catarina, a Maná atua hoje em 15 estados do país. São mais de 150 clientes, sendo 110 restaurantes empresariais, com operações que variam de 100 a 2 mil refeições por dia, majoritariamente para empresas de médio porte.
O grupo emprega aproximadamente 2 mil pessoas, sendo 85% mulheres, que também ocupam a maior parte dos cargos de liderança.Silvia está na Maná há 22 anos. É sócia e diretora comercial, de comunicação e marketing. Formada em ciências contábeis, descobriu ainda na universidade que sua verdadeira vocação era a área comercial.
Antes de chegar à Maná, construiu carreira em uma grande empresa do setor de alimentos, onde fez história ao se tornar a primeira vendedora mulher da marca no Sul do Brasil.
A mudança não foi um passo óbvio, já que ela deixou uma companhia consolidada para apostar no crescimento de um negócio familiar. "Foi um amor sem volta", resume.
Ao longo de mais de duas décadas na empresa, ela acompanhou de perto a transformação da Maná: da marmita entregue de bicicleta aos restaurantes completos que hoje operam dentro das empresas clientes.
A Maná do Brasil foi fundada por Alberto Beier, atual presidente da empresa. A história teve início no bairro Aventureiro, onde ele mantinha um restaurante comercial. Aos poucos, os próprios clientes passaram a pedir a entrega das refeições diretamente nas empresas.
A primeira marmita foi entregue de bicicleta. Durante os primeiros seis anos, a Maná atuou exclusivamente com refeições transportadas.
A virada aconteceu em 9 de fevereiro de 2004, quando a empresa inaugurou seu primeiro restaurante empresarial administrado dentro do cliente. "Parceria que permanece até hoje", diz a executiva.
A partir desse marco, a Maná abandonou gradualmente o modelo de refeição transportada e passou a operar apenas com produção no local.
Além de Alberto, que segue com forte atuação na visão de futuro e no crescimento da Maná, a empresa conta com outros três sócios, Silvia Maria Coleraus, Flávio Rocha e Guilherme Minuzzo.
"Os projetos incluem apresentação em 3D, acompanhamento de obra, investimento e suporte até a inauguração", explica Silvia.
Além da estrutura, a empresa fornece equipes completas, com nutricionistas, cozinheiras e auxiliares, e opera com um modelo personalizado. Cardápios, serviços e operação são adaptados ao perfil de cada cliente.
"Temos opções para os colaboradores que buscam uma alimentação mais leve aos trabalhadores que precisam de uma refeição reforçada".
Já no campo de facilities, oferece serviços como limpeza e conservação, zeladoria e manutenção e portaria e recepção.
Segundo Silvia, o posicionamento da Maná se baseia em proximidade, flexibilidade e relacionamento. A empresa aposta em um atendimento próximo, conhece seus clientes pelo nome e busca não dizer “não” quando surge uma demanda especial.
Os últimos anos foram marcados por transformações. Durante a pandemia, a Maná decidiu sair do setor de educação e ampliar sua atuação em hospitais e facilities, movimento que se mostrou fundamental para a sustentabilidade do negócio.
O negócio entrou no ranking EXAME Negócios em Expansão, na categoria de empresas com receita entre R$ 30 milhões e R$ 150 milhões. Em 2024, a companhia faturou R$ 86 milhões, alta de 53% em relação aos 12 meses anteriores.Além disso, nos dois últimos anos, inaugurou 17 novos restaurantes e avançou no processo de governança, na revisão do planejamento estratégico e na definição de um plano de crescimento até 2033.
Silvia diz que a meta é alcançar R$ 1 bilhão em faturamento nos próximos sete anos, com crescimento médio anual em torno de 20%, índice já superado em 2025.
Para sustentar essa expansão, a Maná investe fortemente em processos e pessoas. A Universidade Corporativa Maná reúne treinamentos, manuais e orientações técnicas, garantindo que profissionais em qualquer região do país sigam o mesmo padrão de qualidade.
Olhando para 2026, mesmo diante de um calendário desafiador (feriados, Copa do Mundo e eleições), a empresa mantém o otimismo e o foco operacional.
O objetivo é inaugurar ao menos 20 novos restaurantes e continuar aprimorando os processos.
O ranking EXAME Negócios em Expansão é uma iniciativa da EXAME e do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).
O objetivo é encontrar as empresas emergentes brasileiras com as maiores taxas de crescimento de receita operacional líquida ao longo de 12 meses.
Em 2025, a pesquisa avaliou as empresas que mais conseguiram expandir receitas ao longo de 2024. A análise considerou negócios com faturamento anual entre 2 milhões e 600 milhões de reais.
São 470 empresas que criam produtos e soluções inovadoras, conquistam mercados e empregam milhares de brasileiros. Conheça o hub do projeto, com os resultados completos do ranking e, também, a cobertura total do evento de lançamento da edição 2025.