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Como a Algar está combatendo a falta de executivos

Com um investimento de R$ 1 milhão em 2010, a empresa inaugurou um programa para preparar potenciais sucessores

Cícero Domingos Penha, vice-presidente de talentos humanos do grupo Algar (.)
DR

Da Redação

Publicado em 9 de setembro de 2010 às 11h30.

São Paulo - "Sucessão gerencial nas empresas é, hoje, o grande calo no sapato de todo administrador". Esta é a visão do vice-presidente de talentos humanos do grupo Algar, Cícero Domingos Penha. Diante do cenário positivo da economia e da expansão dos negócios, as empresas têm enfrentado uma forte escassez de executivos competentes para ocupar cargos de alta gerência.

Para evitar o problema no futuro, o grupo Algar criou o Programa de Desenvolvimento de Potenciais Sucessores, que prepara executivos para possíveis posições de comando. A ideia do projeto começou há dois anos, mas só no início de 2010 foi colocado em prática. Das 17.000 pessoas que trabalham no grupo Algar, 50 foram selecionadas para participar de cursos, viagens de negócios ao exterior, reuniões de negociação e outros projetos para prepará-las para futuras promoções.

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Cícero Penha afirma que essa solução foi pensada para prevenir a falta de pessoas preparadas e evitar os gastos excessivos com a contratação de profissionais de outras empresas. "Normalmente as pessoas já estão bem empregadas e, muitas vezes, a empresa tem que pagar 'luvas' para atrair esses profissionais, como no futebol", diz.

Peneira estreita

Para chegar aos 50 selecionados, a companhia avaliou currículos, a formação em negócios de cada candidato, experiência no exterior, projetos anteriores feitos por eles, últimos resultados obtidos, fluência em inglês e, ainda, passaram por uma entrevista com um psicólogo. Durante dois anos, os escolhidos também são avaliados pela universidade corporativa da Algar nos quesitos "resultados" e "pessoas" para ver se têm condições, ou não, de continuar como potenciais sucessores.

No entanto, o vice-presidente de talentos humanos da empresa esclarece que o programa não é uma garantia de promoção, e não estipula cargos previamente aos profissionais. "A empresa pode precisar a qualquer momento de alguém para substituir cargos de alta gerência, como de diretor, mas não tem data específica, nem tem definição de área", explica. Em pouco mais de seis meses de preparo, por exemplo, duas pessoas já foram promovidas a cargos de alta gerência.

O investimento em 2010 no Programa de Desenvolvimento de Potenciais Sucessores da Algar está sendo de 1 milhão de reais, e a empresa planeja colocar o projeto em prática a cada dois anos. "Não podemos esperar as pessoas se formarem quando o problema precisa ser solucionado agora. O sapo pula por necessidade. E nós estamos dando nossos pulos aqui", afirma Penha.

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