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Apresentado por HYPR

Campanhas digitais com menos pegada de carbono? Sim, isso já é possível

Projeto da HYPR com a Moss ajuda anunciantes a neutralizar as emissões de CO2, reforçando o compromisso de marcas e agências com a agenda ESG

Perfume My Way Intense, de Giorgio Armani: a HYPR ajudou a L’Oréal a neutralizar as emissões envolvidas na campanha (HYPR/Divulgação)

Perfume My Way Intense, de Giorgio Armani: a HYPR ajudou a L’Oréal a neutralizar as emissões envolvidas na campanha (HYPR/Divulgação)

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Publicado em 16 de setembro de 2022 às 10h00.

Última atualização em 16 de setembro de 2022 às 10h05.

A pegada de carbono, que representa quanto as atividades humanas emitem de gases de efeito estufa (GEEs), é um conceito muito associado ao uso de derivados fósseis, como queima de combustíveis por motores, seja para locomoção, seja para produção industrial. Na prática, toda e qualquer atividade humana, em maior ou menor grau, também deixa pegadas no meio ambiente. Incluindo o digital.

Foi pensando em provocar este debate e dar sua contribuição para neutralizar emissões de CO2 que nasceu um projeto inovador no Brasil, voltado para compensar a pegada de carbono proveniente das campanhas de marketing digitais.

A parceria entre a HYPR, startup de tecnologia aplicada ao marketing, e a Moss, uma climatech que desenvolve projetos na Amazônia e vende créditos de carbono, permitiu desenvolver um modelo para calcular e neutralizar as emissões de CO2 da publicidade digital.

A primeira compensação da pegada de carbono nesse modelo já foi realizada por um dos clientes da HYPR: a L’Oréal, que neutralizou as emissões envolvidas na campanha de My Way Intense de Giorgio Armani. O perfume é o primeiro lançamento do grupo com o compromisso. Além dele, o grupo pretende usar 100% de energia renovável em seus processos até 2025.

Um compromisso entre marcas e agências

Para o fundador e CEO da Moss, Luis Adaime, a proposta da HYPR é importante porque provoca o debate e a mobilização de clientes e agências de publicidade digital para olharem a própria pegada de carbono e darem sua contribuição.

“A publicidade digital, como qualquer atividade humana, gera efeitos indesejados no meio ambiente, mas até aqui chamavam pouca a atenção, o que começa a mudar”, comenta o CEO da climatech, acrescentando que a internet é altamente demandante de energia e, por isso, tem uma pegada de carbono nada desprezível.

Qual é a pegada de carbono da publicidade digital?

“As emissões apenas da publicidade digital no mundo todo são 100 vezes maiores do que a pegada de carbono da bolsa americana, a NYSE, que opera totalmente no ambiente virtual”, acrescenta o executivo. Atualmente, a NYSE processa entre 3 bilhões e 6 bilhões de transações por dia.

Ferramenta HYPR com apoio da Moss: com essa visão, fica mais fácil para as empresas compensarem as emissões de CO2 partindo da compra de créditos de carbono (HYPR)

Como compensar as emissões de CO2?

A metodologia que calcula as emissões de gases de efeito estufa do plano de mídia digital dos anunciantes e aponta o volume necessário para neutralizar o carbono é responsabilidade da HYPR.

Com o dado em mãos, as empresas podem compensar as emissões de CO2 com base da compra de créditos de carbono em blockchain, como o MCO2 da Moss. Cada crédito de carbono representa 1 tonelada de CO2 cuja emissão foi evitada.

“Nós utilizamos a tecnologia blockchain para garantir que cada certificado é único, vendido para um único cliente. Isto é essencial para assegurar que os recursos cheguem ao seu destino e ajudem a conservar a Amazônia”, explica o CEO da Moss.

Desde março do ano passado, a climatech já transacionou mais de R$ 150 milhões que ajudaram a conservar, aproximadamente, 152 milhões de árvores na Amazônia em projetos certificados e auditados internacionalmente.

O marketing na agenda ESG

A campanha veiculada pela HYPR para a L’Oréal emitiu 14,59 toneladas de gases de efeito estufa, que foram 100% neutralizadas por meio de créditos de carbono a um custo de 2,83% do impacto econômico gerado pelo próprio projeto.

Segundo Raphaella Vittz, coordenadora de mídia da L'Oréal Brasil, “o modelo desenvolvido representa um novo passo para o protagonismo do marketing na agenda de ESG, por meio de um modelo que une performance corporativa com responsabilidade ambiental”.

O diretor da HYPR César Moura também está otimista com a iniciativa – e faz planos. “A geração Z, por exemplo, representa 20% da população e é mais atenta às comunicações relacionadas aos temas de sustentabilidade. Essa sensibilidade reflete no quanto estão dispostos a pagar por produtos e serviços, e pode variar mais de 10% entre diferentes gerações. É uma oportunidade que os anunciantes têm para entender as diferentes demandas de seus consumidores e suas especificidades, entregando experiências relevantes e com propósito para cada audiência.”

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